Fala de Trump faz Ibovespa superar 198 mil e dólar cair abaixo dos R$ 5; entenda

Ibovespa registrava até início da manhã queda moderada em meio a aversão a risco do mercado, mas virou para ganhos

Equipe InfoMoney

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O Ibovespa renovou recorde intradia e fechou em nova máxima histórica nesta segunda-feira (13), superando os 198 mil pontos, puxado principalmente pelas blue chips Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3;PETR4), mas também endossado pelo viés positivo em Wall Street.

O Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, fechou com ganhos de 0,34%, a 198.001 pontos; na máxima, foi a 198.173 pontos.

Cabe ressaltar que, no começo da sessão, havia aversão a risco com queda da Bolsa e alta do dólar com os acontecimentos do fim de semana, uma vez que não houve acordo de paz entre Estados Unidos e Israel ameaça fechar o Estreito de Ormuz e, diante da possibilidade de fechamento dessa importante rota marítima, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Na mínima do dia, o índice foi a 196.222 pontos.

Assim, o índice abriu em queda, mas registrou melhora acompanhando a fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta segunda, de que o Irã quer chegar a um entendimento.

Ainda em destaque, a agenda pesada de indicadores no Brasil e no exterior desta semana se junta à temporada de balanços trimestrais nos EUA, com resultados de gigantes bancários, como o do Goldman Sachs, informado nesta segunda. Entre as divulgações estão dados brasileiros de atividade e o Livro Bege norte-americano.

Conforme apontam os analistas do BB Investimentos, as expectativas em torno de um cessar-fogo seguido de negociações para o fim do conflito no ​Oriente Médio aqueceram os mercados e fizeram o Ibovespa renovar seu recorde histórico na semana passada.

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“Esse desempenho desloca os próximos objetivos de alta do índice para regiões acima dos 200 mil pontos caso o Ibovespa consiga superar essa barreira”, afirmaram em análise técnica semanal do índice enviada a clientes. O Ibovespa encerrou a semana passada em alta de 4,9% em reais e 7,8% em dólares, fechando aos 197.325 pontos, aproximando-se da marca de 200.000 pontos projetada por muitos analistas para apenas no fim deste ano. No entanto, a volatilidade deve seguir acentuada.

Leia mais: Mercado já olha para o Ibovespa além dos 200 mil pontos em 2026; veja projeções

Cabe destacar ainda que o dólar caiu para abaixo de R$ 5,00, renovando mínimas em 2 anos, virando para queda após abertura em alta. Após superar os R$ 5,04 pela manhã, o dólar à vista fechou em baixa de 0,25%, aos R$ 4,9980, o menor valor de fechamento desde 27 de março de 2024, quando atingiu R$ 4,9805. Desde essa data o dólar não terminava uma sessão abaixo dos R$ 5,00.

Diante do cenário ainda volátil no exterior, a avaliação de que, dentro dos mercados emergentes, a América Latina é um porto seguro e, dentro da América Latina, o Brasil é o mais bem posicionado, segue apoiando fluxo de capital externo na bolsa paulista.

De acordo com dados da B3, abril registra uma entrada líquida de R$11,55 bilhões até o dia 9, ampliando o saldo positivo no ano para quase R$65 bilhões, em números que excluem ofertas de ações (IPOs e follow-ons).

“O Ibovespa segue na tendência de alta rumo aos 200 mil pontos”, afirmaram analistas do Itaú BBA no relatório Diário do Grafista nesta segunda-feira. “Sob olhar de médio prazo, começamos a monitorar o próximo objetivo em 250.000 pontos.”

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Ainda em destaque, está o boletim Focus, divulgado hoje. Nesta segunda-feira, no Brasil, a mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 subiu de 4,36% para 4,71%. É a primeira vez que a estimativa para este ano estoura o teto da meta de inflação, de 4,50%. A projeção para o IPCA de 2027 avançou de 3,85% para 3,91%.

Já a estimativas para a Selic no fim de 2026 continuou em 12,50%. Considerando só as 55 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida subiu de 12,50% para 12,75%.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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