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SÃO PAULO – O pronunciamento do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, em Jackson Hole, não trouxe grandes novidades, mas reforçou as apostas do mercado sobre novas iniciativas de relaxamento monetário, de acordo com a LCA Consultores e o HSBC.
Durante o simpósio anual da instituição, o chefe do Fed manteve o tom da última ata do Fomc [Federal Open Market Committee], de que novas medidas serão adotadas, conforme necessário. “Tais ações poderão ocorrer em uma das três reuniões do Fomc até o final do ano, quando ficará claro que o desempenho da economia é insuficiente para garantir uma queda mais rápida do desemprego”, estima a consultoria.
Ao longo do discurso, Bernanke também destacou a melhora dos fundamentos econômicos dos EUA, porém, foi muito claro ao comentar sobre a situação atual do mercado de trabalho, que, segundo ele, representa uma grave preocupação.
Depois do evento, a LCA continua acreditando que o prolongamento do início do aperto monetário do final de 2014 para 2015 é a ação mais provável. A opinião é compartilhada pela equipe do HSBC que vê a aplicação dessa medida já na próxima reunião do Fed, que acontece entre 12 e 13 de setembro. “Na próxima reunião, o FOMC, no mínimo, estenderá a orientação de manter a taxa de juro a quase zero até meados de 2015”, afirma o banco britânico.
Entretanto, ambas equipes econômicas não descartam o início de um novo programa de ativos, incluindo títulos atrelados a hipotecas, bem como Treasuries. “Também entendemos que uma expansão do balanço do Fed via uma nova rodada de compras de papéis lastreados em hipotecas teria maior probabildiade do que novas aquisições dos papéis do Tesouro”, pontua a LCA.