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SÃO PAULO – Influenciados principalmente pela instabilidade verificada nos mercados devido ao viés pessimista do discurso de Ben Bernanke e ao contraste de indicadores na agenda econômica dos EUA, Global 40 e risco-Brasil seguem com forte avanço nesta terça-feira (15).
Na conferência semestral sobre a política monetária dos EUA, o presidente do Federal Reserve ressaltou a dificuldade da autoridade monetária em agir diante de perspectivas de desaceleração da economia e elevação do risco inflacionário. Completou indicando que o Fed está atento às sinalizações de deterioração das expectativas de inflação.
Apesar da atividade manufatureira em Nova York (NY Empire State Index) ter marcado uma queda menor que a prevista julho, o total das vendas no mercado varejista (Retail Sales) registrou forte recuo em junho, superando as estimativas do mercado que já eram por si só pessimistas.
E enquanto a atividade econômica segue dando sinais de enfraquecimento, a inflação segue crescendo. A alta do PPI (Producer Price Index) em junho foi expressiva (1,8%), trazendo mais incertezas à política monetária nos EUA.
Global 40 e risco-Brasil em alta
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, opera com forte alta de 1,18% na tarde desta terça-feira, cotado a 133,15 centavos de dólar.
O indicador de risco-Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan opera a 252 pontos-base, alta de 5 pontos em relação ao fechamento anterior.
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Confira abaixo a cotação do principal ativo da dívida externa brasileira:
| Ativo | Último | Fech. Anterior | Var % |
| Global 40 | 133,15 | 131,60 | +1,18 |