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SÃO PAULO – Possuir um diploma universitário está na lista dos pré-requisitos básicos para uma boa performance no mercado de trabalho. Essa realidade fez surgir na última década dezenas de faculdades particulares, voltadas de um modo ou de outro à formação de profissionais para um mercado cada vez mais exigente, e fechado para quem não tem o almejado canudo guardado em casa.
Mesmo aqueles que já estão empregados acabam tendo que cursar paralelamente uma faculdade para garantir sua vaga na empresa. Foi de olho nesse quadro que algumas escolas criaram cursos de pequena duração, para quem não tem dinheiro, e nem tempo a perder. Apesar desse tipo de graduação não dar direito a um diploma de bacharelado, os alunos certamente ganham um diferencial para concorrer no mercado de trabalho, além de assegurar seu lugar dentro de uma empresa.
Cursos duram em média dois anos
Regulamentados recentemente pelo Ministério da Educação e da Cultura, MEC, os cursos de formação específica, como são conhecidos, duram aproximadamente dois anos. A Uninove, por exemplo, oferece graduações em dois anos principalmente na área administrativa, como finanças, comércio exterior, planejamento estratégico e recursos humanos.
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Todos eles contam com um programa específico, que simulam o dia-dia de uma empresa, indicados para quem tem pressa para entrar no mercado de trabalho. Para a bancária Milena Ribeiro de Carvalho, que cursa uma faculdade de administração após o expediente, a vantagem está relacionada ao curto período para adquirir o diploma. “Já tenho 28 anos e não posso me dar o luxo de fazer uma faculdade de 4 ou 5 anos. O meu curso está na medida certa”, afirma.
Assim como a Uninove, outras faculdades permitem posteriormente que o aluno seja transferido para a graduação tradicional, podendo equivaler os créditos cursados, desde que exista afinidade entre programas de ensino. O Senac, por sua vez, oferece graduações técnicas, que variam de dois a três anos, nas áreas de hotelaria, turismo, e gestão ambiental. Os cursos apresentam um conteúdo bastante prático, eliminando toda aquela teoria que não é usada no trabalho.
Estudante recebe segunda chance
Apresentar mudanças radicais é uma das principais características do atual mercado de trabalho. “Em cinco anos as coisas podem mudar bastante. Alguns setores diminuem, enquanto outros aumentam a oferta de empregos”, explica a consultora em Recursos Humanos, Denise Hildenburg. “Um estudante do ensino médio precisa tem em mente que além de ter afinidade com a área escolhida, é importante saber como estará o mercado de trabalho para a carreira escolhida em 4 ou 5 anos”, diz.
Outro problema que persegue um estudante durante a graduação é a incerteza sobre a sua opção. Segundo Milena, “quem faz um curso de curta duração tem menos tempo para ficar pensando nessas coisas. Quando você pára para pensar, já está quase acabando”.
Para aqueles que estão matriculados em cursos tradicionais, desistir de um curso na metade pode significar um grande prejuízo no bolso e ainda alguns anos desperdiçados. Nesse sentido, a Anhembi Morumbi, além de oferecer os cursos de formação específica, possibilita que os alunos mudem de curso ao longo da graduação.
Nesse caso a transferência para um outro curso também só ocorre se houver compatibilidade entre os programas. Não adianta um aluno cursar dois anos de administração e querer continuar em arquitetura. No entanto, é possível pedir transferência para economia e se tornar bacharel em dois anos.
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Obviamente o MEC reconhece a equivalência de créditos que muitos universitários fazem de um curso para outro. A diferença é que a Anhembi possibilita ao aluno três alternativas: parar o curso em dois anos e receber o diploma de formação específica, continuar e concluir o bacharelado na mesma área, ou mudar de área e concluir a graduação em mais dois anos.