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SÃO PAULO – Investidores do Facebook decidiram processar a rede social e os principais coordenadores do IPO (Oferta Inicial de Ações) da companhia, entre eles o Morgan Stanley, por considerarem que estes ocultaram menores previsões de crescimento da empresa antes da oferta de ações no montante de US$ 16 bilhões.
A ação legal acusa os réus, dos quais também fazem parte outros bancos como JP Morgan e Goldman Sachs, de esconderem uma “severa e pronunciada” revisão para baixo do avanço das receitas do Facebook, durante o roadshow da empresa que precedeu o IPO. A companhia também foi acusada de pedir as bancos que “rebaixassem materialmente” suas projeções.
Facebook nega acusações
Samuel Rudman, sócio no Robbins Geller Rudman & Dowd, que apresentou o processo afirma que os principais subscritores da oferta reduziram suas estimativas no meio do roadshow e não avisaram a ninguém. De acordo com Rudman, esta é uma informação que interessaria qualquer investidor presente nos negócios.
O Facebook, por intermédio do porta-voz da companhia, Andrew Noyes negou as acusações e afirmou que a rede social se “defenderá vigorosamente” contra as acusações. O Morgan Stanley, por sua vez, não quis comentar o processo. Na última terça-feira (22), o banco se limitou a dizer que os procedimentos para o IPO foram feitos conforme as regulamentações aplicáveis para qualquer oferta inicial de ações.