EzTec ocupa 1º lugar no pódio de recomendações entre small caps para fevereiro

Balanços operacionais sustentam citações da EZTC3; OdontoPrev, Marcopolo, Raia Drogasil e Randon dividem 2ª colocação

Por  Nara Faria

SÃO PAULO – A empresa do setor imobiliário EzTec (EZTC3) liderou o ranking das recomendações entre as small caps nas carteiras de recomendações mensais para o mês de fevereiro de 2012.

Tendo como base os papéis que compõem o SMLL (Índice de Small Caps da BM&F Bovespa), as ações EZTC3 somaram seis recomendações para o período, dois votos a mais que no mês anterior. Em seguida, aparecem as ações da OdontoPrev (ODPV3), Marcopolo (POMO4), Raia Drogasil (RADL3) e Randon (RAPT4), que dividiram a segunda colocação no pódio com quatro votos cada no período.

EzTec: resultados operacionais agradam analistas
Um dos motivos apontados pelas casas de research para a preferência pelas ações da EzTec para integrar as carteiras recomendadas de fevereiro foram os fortes dados pré-operacionais da companhia. Além disso, a equipe de análise da Rico Corretora lembra que com os resultados apresentados no terceiro trimestre de 2011, a empresa já afirmou que atingiu o guidance entre R$ 1,0 e R$ 1,2 bilhão para o ano 2011. 

“Somado a isso, a EzTec apresenta margens muito acima da média do setor e baixa alavancagem. Sendo assim, a empresa se consolida com um guidance conservador, porém consistente ano a ano e ainda múltiplos bastante atrativos”, afirma a equipe de análise da corretora.

Em complemento, a Geral Investimentos afirma que a empresa apresenta margens elevadas e conservadora estrutura de capital, somada a um banco de terrenos consistente com sua estratégia de crescimento, o que lhe garante vantagens competitivas em seu setor de atuação.

“Para o próximo ano, segue com projeções elevadas de lançamentos e vendas, além de expectativa de crescimento de seu lucro e de suas margens”, completa a corretora em relatório.

Outras recomendações 
Com três recomendações, ainda foram citadas com três nas carteiras de fevereiro os ativos da Gafisa (GFSA3), JSL (JSLG3), M.DiasBranco (MDIA3), Magazine Luiza (MGLU3), Multiplus (MPLU3), Iochpe-Maxion (MYPK3), Localiza (RENT3) e Valid (VLID3).

Com dois votos foram citados os ativos da Lojas Marisa (AMAR3), BR Properties (BRPR3), Estácio Participações (ESTC3), Mills (MILS3), MMX Mineração (MMXM3), OHL Brasil (OHLB3) e Queiroz Galvão (QGEP3).

Ainda foram citadas uma vez nas carteiras de janeiro: Anhanguera (AEDU3), Aliansce (ALSC3), BR Brokers (BBRK3),  Minerva (BEEF3),  Brookfield (BISA3), Panamericano (BPNM4), Comgás (CGAS5), Copasa (CSMG3), Duratex (DTEX3), Even (EVEN3), Ferbasa (FESA4), Gol (GOLL4), Helbor (HBOR3), Hypermarcas (HYPE3), JHSF (JHSF3), Kroton (KROT11), Le lis Blanc (LLIS3), LLX Logística (LLXL3), Magnesita (MAGG3), OSX Brasil (OSXP3), Paranapanema (PMAM3), Rossi (RSID3),  São Martinho (SMTO3),  Sierra Brasil (SSBR3), Tecnisa (TCSA3) e Totvs (TOTS3).

Metodologia
Ao todo, 34 carteiras de bancos e corretoras foram utilizadas para este levantamento. Os portfólios selecionados foram: Amaril Franklin, Ativa, Bank of America Merrill Lynch, BB Investimentos, Bradesco, BTG Pactual, Citi, Coin, Credit Suisse, Fator, Geração Futuro, Geral, Gradual, HSBC, Itaú BBA, Novinvest, Omar Camargo (2 carteiras), PAX, Planner, Rico, SLW, Socopa, Souza Barros, Técnica (3 carteiras) TOV, UM, Walpires, XP (2 Carteiras) e Win.

Entre todas as carteiras publicadas pela InfoMoney em fevereiro, nesta compilação apenas não foram considerados os portfólios com sugestões de ações que tenham perspectiva de pagamento de proventos.

Cabe mencionar que, segundo a BM&F Bovespa, “as empresas que, em conjunto, representarem 85% do valor de mercado total da bolsa são elegíveis para participarem do índice MLCX (Mid Large Caps). As empresas que não estiverem incluídas nesse universo são elegíveis para participarem do índice SMLL. Não estão incluídas empresas emissoras de BDRs (Brazilian Depositary Receipts) e empresas em recuperação judicial ou falência”.

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