Publicidade
WASHINGTON – Um projeto de lei que permite o governo dos Estados Unidos tomar mais empréstimos além de seu limite de endividamento atual de 16,4 trilhões de dólares, nível recorde, conseguiu aprovação parlamentar final na última quinta-feira (31), liberando o caminho para que o presidente Barack Obama sancione-o como lei.
O Senado, de maioria democrata, aprovou o projeto por 64 votos contra 34 uma semana após a Câmara dos Deputados, de maioria republicana, aprová-lo por 285 votos contra 144.
A medida adia por pelo menos alguns meses um impasse sobre o teto da dívida entre os republicanos, que exigem mais cortes de gastos para redução do déficit, e os democratas, que são favoráveis à diminuição do déficit por meio de uma combinação de cortes de gastos e aumentos de impostos.
Várias outras potenciais disputas orçamentárias provavelmente virão à tona ao longo das próximas cinco semanas. O Congresso precisa avaliar o que fazer sobre cortes de gastos automáticos que passam a valer a partir de março e uma medida para dar continuidade ao financiamento de operações governamentais que deve estar em vigor até 27 de março.
Redigida por líderes republicanos, o projeto de lei aprovado nesta quinta-feira marca um grande recuo de sua promessa anterior de usar o limite de endividamento para extrair mais cortes de gastos de Obama. Uma disputa sobre o teto da dívida em agosto de 2011 levou a um corte da classificação de dívida dos EUA e gerou desordem nos mercados.
Ao suspender o cumprimento do limite de endividamento, que segundo estimativas deve ser alcançado a partir de meados de fevereiro, o governo continuará tomando emprestado e pagando suas contas até pelo menos 19 de maio.
Continua depois da publicidade
Sob os termos do projeto, o teto da dívida terá de ser reestabelecido em 19 de maio no nível alcançado pela dívida na data, que provavelmente ficará em cerca de 17 trilhões de dólares.