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SÃO PAULO – Em tempos de consumo reduzido, principalmente nas economias em recessão do Hemisfério Norte, as exportações da China amargaram a maior baixa em uma década no decorrer de dezembro último, ao marcarem variação negativa de 2,8% no período, em relação ao mesmo espaço temporal de 2007.
Tal declínio, inclusive pelo segundo mês consecutivo, traz decorrências trágicas à economia chinesa, dada a forte dependência do país com sua balança comercial. Nesse sentido, fábricas e postos de trabalho estão sendo fechados atualmente, o que pode refletir em instabilidade social no curto prazo – perigoso para um regime totalitário.
Inércia preocupante
“O crescimento das exportações provavelmente será estável em 2009, com um ritmo negativo no curto prazo, quando comparamos a performance ano a ano”, afirmou Jing Ulrich, presidenta da divisão chinesa de ativos do JPMorgan Chase, em relatório nesta terça-feira (13) acerca da balança comercial do país.
Por fim, ênfase para a baixa consoante das importações no mesmo período em questão, também pelo segundo mês consecutivo e com variação negativa de 21,3% durante o último mês, ao passo que a desaceleração do crescimento econômico na China já deixa decorrências negativas no consumo doméstico.
| Balança Comercial de Dezembro | ||
| (em US$ bilhões) | Montante | Variação anual |
| Exportações | 111,2 | -2,8% |
| Importações | 72,2 | -21,3% |
| Saldo | 39,0 | – |