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SÃO PAULO – As exportações japonesas cresceram no mês de fevereiro em ritmo mais lento, com a diminuição de remessas de equipamentos eletrônicos, alimentando preocupações de que a recuperação da segunda maior economia do mundo pode demorar a acontecer.
As exportações subiram 1,7%, comparado com o mesmo período do ano passado, segundo mostrou um relatório do Ministério das Finanças, divulgado em Tóquio nesta quarta-feira. Foi o menor aumento desde novembro de 2003.
Abaixo das expectativas
Já as importações cresceram 11,3%, o que levou o resultado comercial cair 22% para 1,09 trilhão de iene no segundo mês do ano. O resultado fica bem abaixo do previsto pelos economistas, que apostavam em um crescimento de 6% das exportações, o que permitiria que o resultado comercial fosse de cerca de 1,33 trilhão de ienes.
Na comparação com o mês de janeiro o resultado comercial, já ajustado para efeitos sazonais, cresceu 7,7% e alcançou 915,5 bilhões ienes. A expectativa dos economistas, contudo, era de que o resultado ajustado tivesse ficado em 1,05 trilhão de ienes.
Exportações para China caíram
O relatório também constatou queda de 2,2% nas exportações para a China, segundo maior mercado estrangeiro para as companhias japonesas. Essa teria sido a primeira queda no volume exportado para a China desde dezembro de 2001.
Em parte a queda no volume de exportações para a China pode ser explicada pelo fato de que muitos fabricantes japoneses estão optando por produzir seus bens na China, de forma a aproveitar os custos mais baixos. Porém, a expectativa do governo japonês era de que essa queda na exportação de bens teria sido compensada pelo maior volume de exportações de partes.
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As vendas externas podem ter sido prejudicadas também pelo feriado de Ano Novo Lunar, que caiu em fevereiro neste ano e em janeiro no ano passado. A mudança reduziu o número de dias úteis em mercados como a China e Taiwan.
Inflação nos EUA preocupa
Também preocupa as perspectivas de alta da inflação norte-americana, pois isso pode levar a um aumento dos juros, o que, por sua vez, comprometeria os gastos com consumo. Isso sem falar no impacto negativo que o aumento da cotação do petróleo, tem sobre os custos de produção no Japão, e conseqüentemente na competitividade de suas exportações.
Muitos já temem que uma recuperação nos gastos do consumidor e o aumento dos postos de trabalho podem não ser suficientes para compensar o impacto negativo que a queda no ritmo de crescimento das exportações japonesas e do volume de investimentos terá sobre a retomada do crescimento da economia.