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SÃO PAULO – De acordo com a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil), as exportações de têxteis e confecções no acumulado desse ano até o mês de agosto totalizaram US$ 992,5 milhões, superando dessa forma em 30,2% os US$ 762 milhões registrados no mesmo período do ano passado.
Exportação de têxteis aumenta em agosto
Isso se deve em grande parte ao saldo de exportações do mês de agosto que ficou em US$ 142 milhões, sendo, dessa forma, o melhor resultado desse ano. Além disso, o presidente da Abit também informou que os produtos nacionais estão conquistando cada vez mais espaço no mercado internacional, em função das diversas ações promovidas como forma de incentivar o consumo dos produtos brasileiros desse setor no exterior.
Dessa forma, a balança comercial do setor tem apresentado um resultado acumulado positivo nos primeiros oito meses desse ano, atingindo um superávit de US$ 278,5 milhões, valor superior ao registrado no acumulado dos mesmos meses do ano passado que havia sido de US$ 18,5 milhões. Assim, espera-se que se atinja até o final desse ano a meta de exportações de US$ 1,6 bilhão, elevando o superávit para mais de US$ 400 milhões até o final de 2003.
Área da Alca é destino da maior parte das exportações de têxteis
A área referente a Alca (Área de Livre Comércio das Américas) é, entre outros blocos econômicos, o destino da parte mais significativa dos produtos têxteis e de confecção nacionais que são exportados. Nesse sentido, as exportações para essa região apresentaram crescimento nos primeiros seis meses do ano, comparando os dados referentes ao primeiro semestre de 2002.
Apesar da queda de 20,31% na receita obtida com a venda para os países da Alca no primeiro semestre de 2002 em relação ao mesmo período de 2001, entre os seis primeiros meses do ano passado e o primeiro semestre desse ano, essa receita aumentou 37,33%, atingindo no período de 2003 US$ 512,5 milhões. Esse aumento se deve em grande parte pelo crescimento do volume exportado, que evoluiu de 130,684 toneladas em 2001 para 174,873 toneladas nos meses de referência desse ano.
Volume de exportações para a UE diminui
Já o bloco Nafta (Acordo de Livre Comércio da América do Norte), apresentou ao longo dos anos uma crescente evolução na aquisição dos produtos brasileiros do setor têxtil. No primeiro semestre de 2001, o bloco importava cerca de 55,997 toneladas desses produtos, o que correspondia a uma receita de US$ 165,7 milhões.
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Já no mesmo período de 2002, foi registrado um volume de importações de 59,640 toneladas que geraram um receita de US$ 208,6 milhões. Por sua vez, as importações desse bloco nos primeiros meses desse ano apresentaram um volume de 74,680 toneladas de produtos têxteis, o que equivale a US$ 250,9 milhões em receita.
Por sua vez, as exportações para a União Européia, tem gerado uma receita crescente para as empresas brasileiras desse setor, entretanto, entre o período de referência de 2002 e 2003, o volume de exportações apresentou uma queda de 9,5%, passando de 49,697 toneladas para 44,977 toneladas. Assim, a receita aumentou de US$ 105,5 milhões no primeiro semestre de 2001 para US$ 111,5 milhões no de 2002 e para US$ 131,3 milhões nos primeiros seis meses desse ano.
Vendas para Ásia e África também apresentam elevação
Além disso, as vendas para a África e para a Ásia também têm apresentado melhora nas receitas e no volume vendido. Para os países africanos, no período de janeiro a junho desse ano, as exportações de têxteis totalizaram 4,582 toneladas gerando um ganho de US$ 9,5 milhões, que são respectivamente 0,69% e 22,81% superiores ao registrado no mesmo período do ano anterior.
Em relação à Ásia, após a forte expansão do volume de exportação entre os primeiros meses de 2001 e os de 2002, tanto o volume quanto a receita cresceram pouco em 2003. Mesmo assim, as exportações do semestre para essa região atingiram uma receita de US$ 41,3 milhões com volume de 20,684 toneladas, que superam os registrados no mesmo período dos anos anteriores.
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Entretanto, o mercado que mais vem crescendo para os produtos têxteis nacionais é o dos países do Oriente Médio, que após apresentarem uma queda no volume de vendas entre o primeiro semestre de 2001 e o de 2002, que levou a uma diminuição relativa da receita entre os períodos considerados, tanto o volume quanto a receita aumentaram significativamente entre os períodos de 2002 e 2003.
Nesse sentido, o volume registrado de exportações entre janeiro e junho desse ano foi de 3,678 toneladas, gerando uma receita de US$ 6,98 milhões, bem superior ao volume de 563,6 toneladas e receita de US$ 2,5 milhões dos meses de referência do ano anterior.