Publicidade
SÃO PAULO – O setor comercial da China registrou mais um mês negativo em seus negócios em junho, o oitavo consecutivo, porém, com um ritmo mais lento de contração, apontam os dados divulgados nesta sexta-feira (10) pela agência estatal de notícias Xinhua.
De acordo com os números, as exportações chinesas recuaram 21,4% no mês quando comparadas com aqueles do mesmo período do ano anterior, contudo 7,5% acima do volume registrado em maio, mês no qual foi registrada retração recorde de 26,4%.
Os números vieram ligeiramente piores do que as expectativas de mercado, que apontavam para uma queda de 21% nas exportações. No mesmo sentido, as importações também apresentaram contração em junho, atingindo a marca de 13,2% em comparação com 2008.
A variação negativa do volume importado foi bem melhor do que as projeções, que previam um recuo de 20,3% no mês, seguindo uma queda de 25,2% em maio. A retração de junho foi a menor em um período de oito meses, o que pode sugerir que o pior já passou, afirmam analistas.
Reservas cambiais superam US$ 2 trilhões
Sob a expectativa da divulgação dos dados do governo chinês, especialistas apostam em um aumento de U$ 67,8 bilhões nas reservas cambiais da China, que, caso seja confirmado, elevará o total dos recursos para US$ 2,022 trilhões, patamar recorde para o país, noticiou a Bloomberg.
Segundo a agência, o governo poderá divulgar os números ainda nesta sexta-feira, baseando-se pelos anúncios anteriores, ou até na próxima semana. O aumento no trimestre superaria em 780% o resultado do trimestre anterior, de US$ 7,7 bilhões.
Continua depois da publicidade
A questão põe em foco um problema que o governo está enfrentando nos últimos períodos, o que diz respeito em quais aplicações essas reservas devem ser investidas. Atualmente o país detém US$ 763,5 bilhões em Treasuries o que está gerando grande incerteza entre as autoridades, uma vez que é esperado que esses títulos se desvalorizem.