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O déficit da balança comercial brasileira referente à segunda semana de novembro foi de US$ 18 milhões, segundo anunciado pelo Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior. Somado ao saldo positivo de US$ 4 milhões da primeira semana, a balança comercial acumula um déficit de US$ 14 milhões. Mesmo assim as estimativas continuam otimistas, como mostrou a Confederação Nacional das Indústrias (CNI) ao projetar um superávit de US$ 1,7 bilhão para este ano. Contudo, no discurso do ministro da Fazenda, Pedro Malam era um pouco menos otimista, prevendo um saldo um pouco acima de US$ 1,5 bilhão. No acumulado do ano, a balança comercial apresenta um saldo de US$ 1,584 bilhão.
A média diária das exportações foi de US$ 214 milhões, um valor 16,73% abaixo do verificado na primeira semana de novembro, que era de US$ 257 milhões. Em compensação, as importações também declinaram, passando de US$ 253 milhões para US$ 218, resultando numa diferença de 13,95%.
Exportações de Básicos e Semimanufaturados caem
Na comparação entre as médias diárias registradas pela venda dos produtos brasileiros ao exterior registra-se uma queda de 2,7%, passando de US$ 227 milhões em outubro para US$ 221 milhões neste mês. A queda nas exportações reflete principalmente a redução de 9% na venda de produtos básicos, que caíram de US$ 61,9 milhões em outubro, para US$ 56,4 milhões no acumulado até a segunda semana de novembro.
As principais quedas desse grupo de produtos básicos foram a do fumo (-41%), papel e celulose (-33%), soja em grão e em farelo (-22%) e minérios (-12%). Os semimanufaturados também colaboraram para este quadro, com uma queda de 4% em relação ao mesmo mês anterior, passando de US$ 36 milhões para US$ 33 milhões, destaque para a significativa piora nas exportações de açúcar bruto (-16%).
Em contrapartida, as vendas para o exterior de produtos manufaturados aumentaram 1,3%, subindo de US$ 126,2 milhões para US$ 127,9 milhões. O aumento na demanda de aviões, automóveis, autopeças, suco de laranja, pneumáticos por parte dos outros países foram os responsáveis pela alta.
Importações têm um leve aumento
Apesar das previsões de que teremos um “natal mais brasileiro”, a pressão gerada com o aumento das importações nesta época do ano não deve desaparecer. O aumento já pode ser notado, haja vista que em outubro deste ano a média diária das importações atinge US$ 216 milhões, enquanto em novembro ela está em US$ 223 milhões, a diferença entre os dois é de 3,6%.
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Colaborou para esse aumento, o crescimento na demanda por peixes e crustáceos, o que é comprovado pela média diária deste mês 99% superior que a do mês anterior. Outro aumento significativo foi o dos produtos farmacêuticos em 66%, apesar do aumento ser menor percentualmente, o valor das importações é bem maior que a desses últimos. A saber: o valor importado médio dos peixes e crustáceos este mês foi de US$ 762 mil, notadamente inferiores que os US$ 6,165 milhões dos farmacêuticos.
Entre os produtos que mais deixaram de ser importados estão cobre (-30%), aeronaves e peças (-30%), leite e derivados (-13%) e papel (-8%). A importação dos eletroeletrônicos parece estar sofrendo o “efeito apagão” com uma perda de 17% em relação ao mês anterior.
Resultado da balança no ano pode se ainda mais positivo
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A expectativa de que haveria um aumento nas importações brasileiras neste período final do ano se consolidou. Contudo, não era esperada uma igual queda de nossas exportações, ainda mais porque o comércio mundial também se aquece no fim do ano e era esperado que nossos produtos, por terem ganho competitividade por causa da variação cambial, fossem mais requisitados no exterior.
Neste sentido, a expectativa ainda é de que haja um aumento nas exportações brasileiras, o que colaboraria para manter o superávit comercial em torno de US$ 1,5 bilhão. As expectativas para os próximos anos são otimistas, na reunião da Organização Mundial do Comércio que está acontecendo em Doha, tudo indica que o Brasil está avançando na luta a favor da isenção do subsídio à agricultura na União Européia. Como os produtos básicos correspondem por 25% de nossas exportações, a melhora da competição nesses produtos deve favorecer a substancialmente a balança comercial brasileira.
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