Publicidade
SÃO PAULO, 7 Jan (Reuters) – A exportação de soja brasileira para a China deve cair cerca de 10 milhões de toneladas em 2026 em relação a 2025 devido à concorrência dos Estados Unidos, que no ano passado enfrentaram problemas para vender aos chineses por conta da disputa tarifária, avaliou nesta quarta-feira a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).
Em entrevista à Reuters, o diretor-geral da Anec, Sérgio Mendes, afirmou que a entidade que representa as principais tradings do setor projeta embarques de 77 milhões de toneladas da oleaginosa nacional para a China em 2026, contra 87 milhões de toneladas em 2025, quando a participação dos chineses na exportação brasileira atingiu patamares históricos, com o país sendo favorecido pela disputa tarifária iniciada por Donald Trump.

Vale (VALE3) além do minério: novo vento favorável eleva otimismo com ações
Analistas apontam melhora dos preços do níquel e veem possível reprecificação

O que esperar do Bradesco (BBDC4) em 2026?
Gestão do CEO Marcelo Noronha, que assumiu em novembro de 2023, tem sido fundamental para a retomada da trajetória de crescimento e eficiência do banco
Mendes indicou que as vendas de soja dos EUA para a China, que aumentaram após uma trégua comercial entre Pequim e Washington, reduzirão a demanda pelo produto brasileiro no maior importador mundial da oleaginosa.
Aproveite a alta da Bolsa!
Ainda assim, os embarques totais de soja brasileira devem chegar a um recorde de 112 milhões de toneladas em 2026, de acordo com as novas projeções da Anec, divulgadas em primeira mão à Reuters.
Isso se compara a um recorde de cerca de 109 milhões de toneladas registrado em 2025 pelo maior produtor e exportador de soja.
A exportação total crescerá apesar de um recuo nos embarques aos chineses, com o Brasil ampliando vendas para outros mercados importantes na Ásia e Europa, acrescentou Mendes.
Continua depois da publicidade
(Por Ana Mano e Roberto Samora)