Exportação de soja do Brasil para China deve cair 10 mi t em 2026, avalia Anec

Diretor da Anec indicou que as vendas de soja dos EUA para a China, que aumentaram após uma trégua comercial entre Pequim e Washington, reduzirão a demanda pelo produto brasileiro

Reuters

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Colheita de soja no Rio Grande do Sul, Brasil 04/04/2025 (Foto: REUTERS/Diego Vara)
Colheita de soja no Rio Grande do Sul, Brasil 04/04/2025 (Foto: REUTERS/Diego Vara)

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SÃO PAULO, 7 Jan (Reuters) – A ⁠exportação de soja brasileira para a ‍China deve cair cerca de 10 milhões de toneladas em 2026 em relação a 2025 ‌devido à concorrência dos Estados Unidos, que no ano passado enfrentaram problemas para vender aos chineses por conta da disputa tarifária, avaliou nesta quarta-feira a Associação Nacional dos Exportadores ‌de Cereais (Anec).

Em entrevista à Reuters, o diretor-geral ‌da Anec, Sérgio Mendes, afirmou que a entidade que representa as principais tradings do setor projeta embarques de 77 milhões de toneladas da oleaginosa nacional para a ‌China em 2026, contra 87 milhões de toneladas em 2025, quando a participação ​dos chineses na exportação brasileira atingiu patamares históricos, com o país sendo favorecido pela disputa tarifária iniciada por Donald Trump.

Mendes indicou que as vendas de soja dos EUA para a China, que aumentaram após uma trégua comercial entre Pequim e Washington, reduzirão a demanda pelo produto brasileiro no maior importador ​mundial da ⁠oleaginosa.

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Ainda assim, os ⁠embarques totais de soja brasileira devem chegar a um ‌recorde de 112 milhões de toneladas em 2026, de acordo com as novas projeções da Anec, divulgadas em primeira mão ‍à Reuters.

Isso se compara a um recorde de cerca de 109 milhões ​de toneladas registrado ‌em 2025 pelo maior produtor e exportador de soja.

A exportação ‍total crescerá apesar de um recuo nos embarques aos chineses, com o Brasil ampliando vendas para outros mercados importantes na Ásia e Europa, acrescentou Mendes.

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(Por Ana Mano e Roberto Samora)