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SÃO PAULO – As autoridades e os usineiros brasileiros estão otimistas quanto às perspectivas de que o Brasil venha a exportar etanol para o Japão. Esse, aliás, foi um dos principais temas da agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante sua visita ao Japão na semana passada.
O Japão aprovou há dois anos uma Lei que permite a mistura de pequenas quantidades de até 3% de álcool à gasolina. Entre os objetivos da nova Lei, está o de reduzir a emissão de gases poluentes na atmosfera, como parte do esforço de se encaixar no protocolo de Kyoto.
Para se ter uma idéia do potencial de mercado, caso o Japão opte por diluir a gasolina em até 3% de etanol, seria preciso importar cerca de 1,8 bilhão de litros de etanol. A quantidade é cerca de quatro vezes maior que a importada em 2004.
Compromisso de compra é comemorado
A companhia de distribuição japonesa Kotobuky Nomryo assinou nesta segunda-feira, dia 30, com a Copersucar, uma das maiores produtoras de açúcar e álcool do mundo, um compromisso de compra e 15 milhões de litros de etanol.
O acordo foi comemorado pelos exportadores brasileiros. Segundo o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, há três anos o Brasil tenta vender álcool combustível ao Japão, e só agora os resultados estão aparecendo.
Na última quinta-feira, dia 26, os dois governos anunciaram a decisão de criar um grupo de trabalho, com ministros dos dois países, para continuar negociando as vendas de etanol brasileiro ao Japão, o que deixou as autoridades brasileiras otimistas.