Expectativas de captações prevalecem e dólar fechou em baixa de 0,31%

Dólar comercial fechou em R$ 2,8790; no mercado paralelo moeda encerrou a sessão em alta de 0,30%, cotada a R$ 2,98

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SÃO PAULO – Em uma sessão marcada pela expectativa dos investidores quanto à decisão do Copom referente à taxa Selic, o dólar, após abrir esta manhã de segunda-feira em alta, operou em baixa praticamente toda sessão e interrompeu a seqüência de dois fechamentos consecutivos em alta.

Os principais fatos que afetaram a cotação da divisa foram, além do nervosismo com a decisão desta quarta-feira do Copom, a divulgação do baixo saldo comercial acumulado em julho e as expectativas de novas captações privadas no exterior, decorrentes também de queda no risco país.

Possível corte na Selic foi fator de alta do dólar

Em semana de reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), o mercado cambial opera com maior apreensão, mesmo com a expectativa de um corte de um a dois pontos percentuais na taxa básica de juro, a Selic, que se encontra atualmente em 26% ao ano.

Se o corte se efetivar, o mercado nacional pode ficar menos atrativo ao investidor externo, pois reduzirá o retorno sobre o capital aplicado aqui, de forma que poderiam cair as entradas de recursos, pressionando para alta do dólar.

Baixo saldo comercial também teve impacto negativo

Na manhã desta segunda-feira foi divulgado o saldo da balança comercial da última semana, apurando-se um superávit de US$ 250 milhões. O resultado obtido, mesmo que distorcido pela greve na Receita Federal, mostra retração frente aos últimos superávits, o que reduz as perspectivas de entrada de recursos via comércio exterior.

Expectativas de novas captações prevalecem

Entretanto, o mercado espera que, até o final do mês de julho, entrem mais US$ 1 bilhão decorrentes de captações privadas. Esse fator tem como aliado a queda do risco país, que melhora a percepção do investidor externo sobre a economia brasileira, e facilita novas captações.

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Essa expectativa de alto volume de ingresso de recursos segue tendo um importante papel na queda da cotação do dólar, de modo que, apesar das questões com as reformas estruturais e dos fatos econômicos acima citados, a divisa norte-americana fechou em queda nesta sessão.

Dólar fechou registrando baixa de 0,31%

Dessa forma, o dólar comercial fechou cotado a R$ 2,8780 na compra e R$ 2,8790
na venda, baixa de 0,31% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,9790, representando um ágio de 3,51%
em relação ao dólar comercial.

Apesar desta queda, o
dólar acumula valorização de 1,20% em julho, frente
a baixa de 4,08% registrada no mês passado.

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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 18,88%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
encerrou o dia cotado a R$ 2.897,
baixa de 0,41% em relação ao fechamento
de R$ 2.909
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em leve baixa de 0,10%,
atingindo R$ 2.947 frente
a R$ 2.950 do fechamento de
sexta-feira.

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Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial para setembro de 2003, fechou a 1,65%, frente aos 1,81% do fechamento de sexta-feira. Já o contrato de maior liquidez, referente a janeiro de 2004, encerrou a 3,10% em comparação aos 3,15% apurados na sessão anterior.