Expectativa de queda dos lucros derruba bolsas dos EUA

As bolsas norte-americanas terminaram as negociações nesta quarta-feira em queda, com investidores temendo uma redução nos lucros corporativos após os atentados contra os EUA e que uma ação militar norte-americana possa levar o país a uma recessão. Analistas esperam que os lucros das empresas dos setores de chips e de hardware sejam os mais afetados […]

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As bolsas norte-americanas terminaram as negociações nesta quarta-feira em queda, com investidores temendo uma redução nos lucros corporativos após os atentados contra os EUA e que uma ação militar norte-americana possa levar o país a uma recessão. Analistas esperam que os lucros das empresas dos setores de chips e de hardware sejam os mais afetados em caso de uma piora do desempenho econômico mundial.

A IBM, gigante na fabricação de computadores, deve registrar lucros menores do que o esperado, segundo os bancos Goldman Sachs e Merrill Lynch. Estes bancos afirmaram que os ataques terroristas contra os EUA deverão fazer com que ocorra uma redução na demanda por produtos da empresa, principalmente no trimestre que se encerra neste mês. As ações da IBM fecharam em queda de 3,34%.

O Goldman Sachs, um dos maiores bancos de investimentos dos EUA, anunciou que registrou um lucro de US$ 468 milhões, ou US$ 0,87 por ação, superando a expectativa do mercado de um lucro de US$ 0,81 por ação. No entanto, na comparação com o ano passado o lucro do banco caiu 43%, tendo contabilizado no mesmo período de 2000 um lucro de US$ 824 milhões, ou US$ 1,62 por ação. O Goldman Sachs afirmou que a retração do lucro se deveu à redução dos investimentos em ativos, intermediados por ele, e das negociações com ações. Os papéis do Goldman Sachs encerraram as negociações com uma desvalorização de 0,26%.

O índice Dow Jones Industrial, que mostra o desempenho das 30 maiores empresas dos EUA, fechou o dia com uma desvalorização de 1,07%, sendo cotado a 8.567,39 pontos. As maiores desvalorizações foram os papéis da Honeywell (-7,96%), da fabricante de equipamentos para construção pesada Caterpillar (-4,98%), da United Technologies (-4,59%), da Intel (-3,60%) e da IBM (-3,34%). Contudo, apresentaram os maiores ganhos as ações da Johnson&Johnson (+2,25%), da varejista Wal Mart (+2,23%), da farmacêutica Merck (+1,44%), da operadora de cartões de créditos American Express (+1,30%) e do conglomerado financeiro Citigroup (+0,69%).

O índice Nasdaq Composite, que afere o desempenho das companhias listadas na bolsa eletrônica Nasdaq, encerrou as negociações com uma queda de 2,50%, cotado a 1.464,04 pontos. As maiores desvalorizações ficaram com os papéis da Nextel (-14,10%), do portal Yahoo! (-12,61%), da varejista Amazon (-10,44%), da fabricante de equipamentos para telecomunicações Ericsson (-8,29%) e da Dell Computer (-5,22%). Por outro lado, os destaques de valorização foram das ações WorldCom (+3,14%), das empresa de biotecnologia Amgen (+1,40%) e Biogen (+1,00%) e Pacificare Health Systems (+0,71%).

O índice S&P500, que mede o desempenho das 500 mais importantes companhias norte-americanas, encerrou o pregão de hoje com uma desvalorização de 0,52%, sendo cotado a 1.007,04 pontos. As principais quedas foram dos papéis da companhia de circuitos integrados Xilinx (-13,06%), da fabricante de computadores de mão Palm (-9,44%), da AMD (-7,73%), da empresa do setor energético Enron (-6,85%) e da Compaq (-4,76%). Em sentido oposto, encerraram as negociações em altas as ações das farmacêuticas Pfizer (+4,25%) e Abbott (+2,99%), da companhia de cosméticos Avon (+2,45%), Colgate Palmolive (+1,98%) e Ford Motor (+1,61%).

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