Expansão do setor privado alemão desacelera em março

PMI composto caiu para 51 no mês; resultado sugere que a maior economia da Europa terá crescimento mais fraco neste trimestre

German flag , closeup
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BERLIM – A expansão do setor privado da Alemanha perdeu força em março, com um crescimento mais lento em serviços compensando uma contração na indústria, mostrou nesta quinta-feira (21) a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), sugerindo que a maior economia da Europa registrará um crescimento fraco neste trimestre.

O PMI composto preliminar do Markit, que reúne tanto indústria quanto serviços, setores que juntos respondem por mais de dois terços da economia alemã, caiu para 51,0 em março ante 53,3 em fevereiro.

O dado ficou acima da marca de 50 que separa crescimento de contração pelo quarto mês seguido, mas registrou a queda mais rápida desde junho de 2011. Novas encomendas caíram pela primeira vez este ano, com as empresas citando demanda mais fraca no sul da Europa.

“A Alemanha parece pronta para retornar ao crescimento durante o primeiro semestre de 2013, mas há riscos de que a recuperação tenha perdido força consideravelmente quando os dados do PIB (Produto Interno Bruto) anunciarem uma melhora no começo do ano”, afirmou o economista sênior do Markit, Tim Moore.

“Além disso, a perda da dinâmica do crescimento da atividade durante o mês de março foi a maior desde que as pesquisas do PMI mostraram uma rápida desaceleração em meados de 2011.”

Os números preliminares mostraram que o setor industrial encolheu após expandir no mês passado pela primeira vez em um ano, com o índice do setor caindo para 48,9 ante 50,3, abaixo da previsão de um pequeno aumento para 50,5.

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A indústria contribui com cerca de 21 por cento do PIB da Alemanha, de acordo com números do Banco Mundial.

A locomotiva econômica da Europa teve forte expansão durante os dois primeiros anos da crise da zona do euro, mas o crescimento desacelerou no ano passado e a economia encolheu 0,6 por cento no quarto trimestre.

A maioria dos economistas ainda vê o país escapando de uma recessão, definida por dois trimestre consecutivas de contração, ao crescer pouco no primeiro trimestre antes de ganhar força. O economista do Markit Chris Williamson espera crescimento de 0,3 por cento.

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A pesquisa PMI mostrou que o setor de serviços expandiu bem menos do que no mês passado, frustrando expectativas de uma recuperação no ritmo. O índice que acompanha o setor caiu para 51,6 ante 54,7 em fevereiro, abaixo do consenso das previsões da pesquisa Reuters de aumento para 55,0.