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SÃO PAULO – A China é o país que mais cresce atualmente no mundo e seu mercado gigantesco, contando com 400 milhões de consumidores (aqueles que têm renda anual superior a US$ 1 mil), tem proporcionado um aumento das exportações brasileiras sem precedentes.
Isto porque o Brasil é um grande produtor de commodities e produtos como a soja, o aço, o ferro, papel e grãos, que têm sido essenciais para que o crescimento chinês seja sustentado.
De acordo com o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Ivan Ramalho, o avanço da economia chinesa é animador e melhora as expectativas brasileiras em relação ao aumento do comércio bilateral.
Como forma de concretizar as relações comerciais entre os dois países, em maio próximo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitará a China. Além disso, nas próximas semanas, está prevista a vinda de uma grande missão comercial chinesa para discutir negócios.
China é o terceiro maior comprador do Brasil
Para se ter uma idéia, no ano passado a China estava em terceiro lugar entre os países que mais compraram do Brasil. Em janeiro e fevereiro deste ano, as exportações para a China alcançaram US$ 635 milhões, com incremento de 72% sobre as vendas do mesmo período de 2003.
Apesar disso, o Brasil é um parceiro comercial inexpressivo para China, visto que as exportações brasileiras representam apenas 0,9% dos US$ 300 bilhões de tudo que o país importa, dados referentes ao ano passado.
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Sendo assim, ainda existe um forte potencial de expansão das exportações brasileiras para a China. Segundo Ramalho, a China vem aumentando a aquisição de produtos estrangeiros para suprir seu mercado interno, o que poderá beneficiar ainda mais as exportações brasileiras.
Destaques nas vendas para a China
No ano passado, os chineses importaram do Brasil US$ 1,3 bilhão em soja em grão e US$ 764 milhões em minério de ferro. Em produtos laminados de ferro e aço, importou US$ 258 milhões, evidenciando a forte demanda chinesa por matérias primas e produtos semi-manufaturados.
O secretário Ivan Ramalho ainda afirmou que deverão crescer nos próximos anos também as vendas de produtos manufaturados brasileiros com alto valor agregado, produtos siderúrgicos e motores.