Publicidade
SÃO PAULO – Líderes das 33 maiores empresa do Brasil acreditam que a evolução do PIB (Produto Interno Bruto) recuará de 2,7% no ano passado para uma zona de 1,5% a 2,0% neste ano. A afirmação é baseada numa pesquisa do IBEF SP (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças), que compilou a opinião de representantes das maiores companhias do País sobre o cenário macroeconômico para o curto prazo, e foi relatada nesta quinta-feira (23).
Para a maioria (60,9%) o crescimento ficará numa zona de 1,5% a 2,0%, enquanto outros 13% acreditam que o saldo do PIB ficará abaixo de 1,5%. A análise deles é mais pessimista do que a divulgada pelo relatório Focus na última segunda-feira (20), de 1,75%, e também menor do que a estimada pela equipe do governo, de 1,7%, segundo disse, na semana passada, uma fonte que optou pelo anonimato.
Estabilidade
Para os executivos, o panorama da economia do País ficará estável – apesar de a maioria (52,2%) prever queda da taxa Selic, que deverá encerrar o ano em torno de 7,5%. Já para a inflação, a expectativa é de que feche o ano em uma variação de 5,0% a 5,5%.
Na projeção deles, o dólar também encerrá o ano estável, com uma oscilação em uma faixa de R$ 2 a R$ 2,05. Os representantes também projetam estabilidade da produção, de investimentos, de emprego, de estoques, da inadimplência e também das exportações. A opinião deles sobre estoques foi a única que resultou em empate, com 42,8% acreditando em queda outros 42,8% crendo em estabilidade.