Executivos podem diminuir possibilidade da tripla aliança GM-Nissan-Renault

Rick Wagoner, chairman da General Motors, não quer dispensar o projeto agora, mas vê ação hostil contra a diretoria

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SÃO PAULO – A diretoria da General Motors planeja citar pontos contra a proposta de uma tríplice aliança, que envolveria a automobilística japonesa Nissan e a francesa Renault, em reunião com o conselho administrativo marcada para esta sexta-feira (7).

Segundo a edição de quinta-feira (6) do The Wall Street Journal, o chairman da maior fabricante de automóveis do mundo, Rick Wagoner, não quer dispensar a proposta de imediato, mas a considera como uma manobra hostil contra a diretoria.

Wagoner deve se reunir ainda neste mês com o principal executivo da parceria Renault-Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, para discutir o projeto. A GM, que está em processo de recuperação, registrou lucro de US$ 445 milhões no primeiro trimestre de 2006, após ter perdido US$ 10,6 bilhões no ano passado.

Kerkorian

A negociação da parceria, que poderia representar quase um quarto do total de vendas de automóveis no mundo, foi revelada pelo bilionário americano Kirk Kerkorian, principal acionista da General Motors, com 9,9% da companhia.