Executivo dá o primeiro passo para regularização da bitcoin nos EUA

CEO do Second Market, Barry Silbert disse que grandes bancos já estão se mostrando mais interessados em aceitar e investir na moeda virtual
bitcoin
bitcoin

Publicidade

SÃO PAULO – Após um período conturbado no cenário do mercado de Bitcoin, o futuro próximo pode marcar uma revolução no que diz respeito à regulação da moeda virtual. Barry Silbert, CEO do Second Market, disse nesta semana que está negociando com cerca de 15 instituições financeiras nos EUA e com reguladores para criar uma Bolsa regulada de Bitcoin em Nova York. Na última quinta-feira, ele entregou o primeiro relatório sobre as leis que seriam válidas neste mercado.

Em entrevista para o Fox Business, Silbert afirmou que o mercado neste momento está melhorando muito, e que alguns grandes bancos e hedge funds já estão se mostrando muito mais interessados em investir neste mercado de moeda virtual. Para ele, o aumento da aceitação da moeda em algumas empresas ajuda muito, pois também faz com que as grandes instituições financeiras queiram regular e aceitar a bitcoin.

Mesmo com a animação em relação à regulação, Silbert também ressalta que este é um mercado perigoso. “Eu mesmo demorei 6 meses para deixar de ser cético sobre bitcoin. Mas mesmo agora, ainda acho que esse mercado é de grande risco”, disse durante a entrevista. “Esse é um mercado que pode se tornar gigante e muito lucrativo, mas também pode tirar todo seu dinheiro”, completou.

Por fim, o executivo ainda comparou a bitcoin com o que era a internet em seu início. Para ele, a internet veio para tornar a vida das pessoas melhor e mais fácil. “No Vale do Silício, a bitcoin é uma religião, e agora essas empresas estão tentando encontrar a melhor forma de incluí-la em seus negócios”, disse.

“Se conseguirmos colocar a bitcoin em Wall Street, fazer com que ela seja negociada como qualquer outro ativo da Bolsa, veremos, eu espero, um grande aumento de valor da moeda”, completou.

Silbert criou o primeiro fundo nos EUA dedicado a negociar bitcoins (atualmente ele é aberto apenas para investidores qualificados). Em um mercado diferenciado, o Second Market negocia, entre outras coisas, ações de startups antes de abrirem capital. Por lá Facebook, Twitter e a Tesla chegaram a ser negociadas


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.