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O ex-presidente da Universidade de Harvard e ex-secretário do Tesouro dos EUA sob o governo do presidente Bill Clinton, Larry Summers, emitiu uma declaração na segunda-feira (17) anunciando seu afastamento de compromissos públicos após a divulgação de e-mails mostrando que ele manteve uma relação amigável com Jeffrey Epstein muito depois de o financista ter se declarado culpado por solicitar prostituição de uma menor em 2008.
A declaração enviada diz que Summers se afastará para “reconstruir a confiança e reparar os relacionamentos com as pessoas mais próximas a mim”. “Estou profundamente envergonhado de minhas ações e reconheço a dor que elas causaram. Assumo total responsabilidade por minha decisão equivocada de continuar me comunicando com o Sr. Epstein”, afirma. No entanto, Summers informou que continuará a lecionar.

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Epstein se suicidou em uma prisão de Manhattan enquanto aguardava julgamento em 2019 por acusações de abuso sexual e tráfico de menores. E-mails tornados públicos na semana passada mostraram que muitos integrantes na vasta rede de amigos ricos e influentes de Epstein continuaram a manter contato com o financista mesmo após sua declaração de culpa em 2008.
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Um e-mail de 2019 mostrou Summers discutiu com Epstein interações que teve com uma mulher. Quando questionado, Summers emitiu uma declaração dizendo que tem “grandes arrependimentos na vida” e que sua associação com Epstein foi um “grande erro de julgamento.”