Ex-Fed diz que riscos geopolíticos não cessaram, mas estão mais fracos

Os riscos geopolíticos não cessam, mas estão um pouco mais calmos no fim deste ano do que há seis meses

Estadão Conteúdo

Ex-presidente do Fed de St. Louis, James Bullard 
26/02/2015
REUTERS/Lucas Jackson
Ex-presidente do Fed de St. Louis, James Bullard 26/02/2015 REUTERS/Lucas Jackson

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James Bullard, ex-presidente do Federal Reserve (Fed) de de St. Louis, avaliou, durante o UBS WM Latin America Summit, realizado em São Paulo, nesta terça-feira, 25, que os riscos geopolíticos não cessam, mas estão um pouco mais calmos no fim deste ano do que há seis meses.

Questionado sobre o tema, o ex-dirigente da distrital de St. Louis argumentou que, no início do ano, o mercado “não tinha tanta certeza” sobre questões como os conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia e as tensões comerciais EUA-China como possui hoje – o que justifica o arrefecimento parcial da cautela com riscos geopolíticos.

Em relação à política americana, Bullard mencionou que a situação dos republicanos nas eleições de meio de mandato do presidente dos EUA, Donald Trump, “não parece boa” e que o partido não deve conseguir manter a maioria na Câmara, o que pode atrapalhar a agenda do atual governo.

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“Eu apostaria que os democratas devem conquistar a Câmara. Isso mudará o tom drasticamente e provavelmente colocará a Casa Branca na defensiva na segunda metade do mandato de Trump”, projetou, ao citar que os republicanos ainda devem manter a maioria no Senado. “Nesse tipo de situação, penso que seria melhor buscar uma legislação bipartidária, mas tem sido muito difícil aprovar projetos bipartidários no Congresso”, acrescentou.