Europa tem repique de olho em Yellen, mas Ásia cai de novo em meio à preocupação com bancos

Após dois dias de expressiva queda, as bolsas europeias têm um repique, enquanto Ásia cai; preocupação com bancos seguem no radar

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SÃO PAULO – A quarta-feira é bastante movimentada para os mercados mundiais, o que se deve refletir na abertura da Bovespa às 13h (horário de Brasília), após ficar fechada na segunda e na terça por conta do Carnaval.

Após dois dias de expressiva queda, as bolsas europeias têm um repique, com o alemão DAX em alta de 2,31% e o francês CAC 40 em alta de 2,21%, com todos os olhos voltados para o discurso da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, às 13h, dando a interpreteção da autoridade monetária sobre os dados recentes.

O petróleo também tem recuperação após dias de turbulência em meio às preocupações com o excesso de oferta. O brent sobe 2,08%, a US$ 30,95 o barril, enquanto o WTI sobe 1,86%, a US$ 28,46. 

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Por outro lado, as bolsas asiáticas caíram nesta quarta-feira devido às crescentes preocupações com a saúde dos bancos mundiais, particularmente na Europa, levando os investidores a procurar ativos seguros como o iene, que chegou à máxima de 15 meses ante o dólar.

O índice Nikkei, do Japão, que tombou mais de 5% na terça-feira, recuou 2,31% nesta quarta-feira. O índice chegou a recuar 4% durante a sessão e tocou a mínima de 16 meses com a queda das ações bancárias e o fortalecimento do iene dando um golpe na confiança.

A adoção de taxa de juros negativa pelo banco central japonês não tem dado nenhum suporte, e o índice já acumula queda de mais de 10% desde a decisão surpreendente do banco no dia 29 de janeiro. Às 7:44 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão caía 0,2%, enquanto os mercados chineses permaneciam fechados nesta semana para os feriados do Ano Novo Lunar.

Os mercados acionários foram afetados no começo da semana pelas preocupações com a saúde do setor bancário da zona do euro, já que a política monetária muito expansiva é considerada como algo que pode diminuir o lucro dos bancos e sua capacidade de pagar dívidas.

(Com Reuters)

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Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.