Bolsas mundiais

Europa sobe à espera de acordo na Grécia; China alimenta expectativa por estímulos

O investimento em ativo fixo da China cresceu mais lentamente do que o esperado em maio e a uma taxa que não era vista desde 2000, alimentando argumentos a favor de Pequim aumentar o suporte de política para evitar uma desaceleração mais forte

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SÃO PAULO – As bolsas europeias viraram para alta na sessão desta quinta-feira (11), em meio às maiores expectativas de que a Grécia e os credores vão chegar a um acordo em Bruxelas. O primeiro-ministro grego afirmou depois do encontro de quarta-feira que os líderes europeus estão de acordo quanto à necessidade de encontrar uma solução viável.

A Alemanha pode estar disposta a facilitar o pagamento da última tranche do resgate financeiro à Grécia mediante o compromisso solene do Governo de Alexis Tsipras de que avançará com pelo menos uma das reformas exigidas pelos credores, adianta a agência Bloomberg.

Citando sob anonimato fontes ligadas ao Governo de Berlim, a agência diz que a Alemanha poderá defender o desembolso da última parcela de 7200 milhões de euros do programa de assistência financeira à Grécia se o Governo do Syriza aceitar lançar imediatamente uma das medidas exigidas pelas instituições credoras – que no caderno de encargos entregue a Atenas estabelece como condição para o pagamento uma reforma do sistema de pensões e da legislação laboral, além de uma revisão dos escalões do IVA, entre outras.

Ontem, a Standard & Poor’s rebaixou o rating soberano da Grécia em mais um degrau dentro do território especulativo, questionando se a dívida grega é sustentável após o governo adiar um pagamento ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Enquanto isso, na Ásia, o dia também foi de ganhos, com destaque para o Nikkei, que subiu 1,68%. Em destaque, estão os dados da China. 

 O investimento em ativo fixo da China cresceu mais lentamente do que o esperado em maio e a uma taxa que não era vista desde 2000, embora a expansão das vendas no varejo e da produção industrial tenha se estabilizado, alimentando argumentos a favor de Pequim aumentar o suporte de política para evitar uma desaceleração mais forte.

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O investimento em ativo fixo, um motor crucial da segunda maior economia do mundo, avançou 11,4 por cento nos cinco primeiros meses deste ano ante o mesmo período do ano anterior, contra expectativa em pesquisa da Reuters de ganho de 12 por cento, o mesmo que em abril.

A produção industrial cresceu 6,1 por cento no mês passado em comparação com o mesmo período do ano anterior, informou nesta quinta-feira a Agência Nacional de Estatísticas, ante expectativa de alta de 6 por cento e 5,9 por cento em abril.

As vendas no varejo da China cresceram 10,1% em maio ante igual mês do ano passado, apresentando ligeira aceleração frente ao acréscimo anual de 10,0% visto em abril, segundo dados divulgados hoje pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país. O resultado de maio veio em linha com a previsão de economistas consultados pelo Wall Street Journal.

Já a produção industrial da China cresceu 6,1% em maio ante igual mês do ano passado, mostrando desaceleração ante o ganho anual de 5,9% verificado em abril, segundo dados divulgados hoje pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país. O resultado de maio veio em linha com a previsão de 13 economistas consultados pelo Wall Street Journal.

(Com Reuters) 

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