Euro pode ter problemas com as diferenças de preços entre os países

Os doze países europeus que fazem parte da Zona do Euro se preparam para iniciar as negociações com a moeda comum em 1§ de janeiro. As antigas moedas nacionais serão aceitas somente até 28 de fevereiro deste ano, quando deixarão de ser o padrão legal.O processo de introdução da nova moeda passou pela inserção de […]

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Os doze países europeus que fazem parte da Zona do Euro se preparam para iniciar as negociações com a moeda comum em 1§ de janeiro. As antigas moedas nacionais serão aceitas somente até 28 de fevereiro deste ano, quando deixarão de ser o padrão legal.

O processo de introdução da nova moeda passou pela inserção de metas para o déficit público nos países membros, pela adoção de uma política monetária única e pelo fim de barreiras comerciais e tarifárias. Essa convergência econômica permitiu maior integração comercial, facilitou a movimentação financeira entre os países participantes e permitiu a redução dos conflitos internos, tão comuns ao Mercosul.

As políticas monetárias dos países da Zona do Euro já foram unificadas em 1999, ou seja, os países membros passaram a ter uma mesma taxa de juros e o câmbio fixo entre si. Essa convergência macroeconômica reduziu os conflitos internos do bloco, pois evitou que países se utilizassem de desvalorizações cambiais para aumentar sua competitividade em relação aos seus parceiros.

Diferenças de preços pode trazer problemas para a moeda única

No próximo dia 1§ de janeiro, a única mudança significativa será a inserção do papel-moeda do Euro nesses países, o que permitirá que se utilize o mesmo dinheiro nos doze países integrantes da união monetária, facilitando a vida de turistas e o comércio entre essas nações.

Embora a mudança de moeda possa parecer fácil para brasileiros acostumados com este tipo de alteração, a troca das moedas nacionais européias pelo Euro deve trazer alguns problemas, principalmente devido às diferenças de preços entre os diversos participantes do bloco, que ficará evidente com a moeda única.

A discrepância entre os preços, que pode chegar a 30%, é causada principalmente pelas diferentes políticas tributárias, poderes aquisitivos e culturas dos países membros. Os países com elevados tributos e que taxam principalmente o consumo deverão ter preços acima daqueles com pequena tributação e taxação sobre a renda. Do mesmo modo, países com menor poder aquisitivo como Portugal e Espanha também costumam ter preços mais baixos do que países mais ricos como Alemanha e França.

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Apesar destes problemas, a expectativa dos europeus é de que a nova moeda possa com o tempo ser uma alternativa ao dólar norte-americano, servindo de meio de troca para o comércio internacional e consiga aumentar sua participação nas reservas cambiais de outros países. Se alcançarem seus objetivos, os países europeus poderão em breve ameaçar a hegemonia dos EUA.

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