Euro cai globalmente e volta para perto de mínimas em 17 meses

Os rendimentos dos títulos da zona do euro subiam, com os de países mais endividados apresentando alta mais acentuada do que os de países considerados refúgios seguros

•

Publicidade

O euro tinha queda nesta quarta-feira (7) uma vez que os títulos franceses voltaram a sofrer pressão devido a preocupações fiscais. Frente ao real, o euro operava próximo à estabilidade às 15h37 (horário de Brasília), a R$ 5,60, após chegar a registrar queda durante boa parte da manhã.

Os rendimentos dos títulos da zona do euro subiam, com os de países mais endividados apresentando alta mais acentuada do que os de países considerados refúgios seguros, como a Alemanha, à medida que as preocupações fiscais na França persistiam e os preços do petróleo voltavam a ser o centro das atenções.

A taxa de rendimento do título francês de 10 anos subia 14,9 pontos-base, a caminho de seu maior salto diário em duas semanas, para 4,8959%, enquanto o rendimento do título alemão de 10 anos ganhava 0,8 ponto-base, para 3,489%.

“O que vem acontecendo na Europa é que, por um tempo, eles operaram um pouco no estilo do estado de bem-estar social, gastando muito dinheiro sem realmente gerar muita receita, e isso finalmente está se voltando contra eles. Considerando também o fato de que todos tiveram que gastar mais dinheiro com energia, as perspectivas não são boas”, disse Juan Perez, diretor sênior de operações da Monex USA.

“O foco está na Europa, e é um foco muito, muito negativo.”

“As preocupações com a incapacidade da França de reduzir seu déficit orçamentário foram ampliadas pelas incertezas relacionadas à proximidade das eleições presidenciais francesas”, disse Jane Foley, estrategista do Rabobank. A alta dos rendimentos dos títulos franceses e uma venda generalizada de dívida europeia altamente endividada estão aumentando a pressão sobre o euro, acrescentou.

Continua depois da publicidade

O euro caía 0,65%, para US$1,1185, aproximando-se das mínimas de 17 meses atingidas na segunda-feira.

(com Reuters e Bloomberg)

Tópicos relacionados