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SÃO PAULO – A crise da dívida na Zona do Euro está fazendo com que investidores cada vez mais se livrem de seus investimentos na moeda única e partam para ativos considerados mais seguros, como o dólar. O resultado tem sido uma forte desvalorização frente às mais importantes moedas do mundo.
Nesta sexta-feira (6), por exemplo, a cotação do euro frente à divisa norte-americana chegou ao menor nível em 16 meses, a US$ 1,276, durante a manhã. Essa queda, inclusive, tem ajudado a escalada do iene, que terminou no dia anterior na relação de 98,451 ienes para cada euro comprado, o patamar mais baixo da moeda comum europeia em 11 anos, o que prejudica as empresas do Japão com atuação no mercado internacional.
Além disso, na comparação com uma cesta de moedas, o dólar subiu para a cotação mais forte em um ano, aos 81,062 pontos, também influenciado pela crise na Europa, segundo noticiou a imprensa internacional. Segundo analistas citados pela imprensa internacional, esse cenário pode se intensificar ainda mais caso Itália e Espanha tenham maiores problemas de captação em leilões a serem realizados na semana que vem.
Japão reclama
A depreciação da moeda europeia tem afetado as exportações de vários países para o bloco econômico. O Japão, por exemplo, que encontra-se em recuperação após a crise de 2008 e os terremotos que o atingiram no começo do ano passado, é um dos mais afetados.
O ministro das Finanças nipônico, Jun Azumi, pediu que a União Europeia tome mais medidas contra os problemas de financiamento soberano na região. “A debilidade do euro pode ter um grande impacto nas indústrias do nosso país focadas na exportação”, reclamou ao jornal local Nikkei.
A autoridade explicou que sua pasta está em constante observação ao mercado de câmbio, e que a monitoração vai continuar no longo prazo. No próximo dia 12 de janeiro, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, visita a capital japonesa, e deve conversar com Azumi sobre o assunto da moeda única e da dívida no continente.