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SÃO PAULO – Se o cenário atual é desanimador, as perspectivas conseguem ser piores. De acordo com as previsões da NABE (National Association of Business Economists), que reúne opiniões de 50 analistas, a deterioração do mercado de trabalho irá continuar até o final de 2009, com o pico de 7,5% de desemprego no terceiro trimestre do ano que vem.
Esse desempenho irá pressionar ainda mais o ambiente econômico-financeiro dos EUA, que une condições de crédito mais restritas, baixa confiança e redução do gasto do consumidor. “Apesar das robustas injeções de liquidez feitas pelo Fed e pelo Tesouro, a maioria dos participantes da pesquisa do NABE acredita que as condições apertadas do crédito continuarão”.
Dessa forma, a expectativa é de que o PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA recue 2,6% no quarto trimestre, desempenho muito pior do que os dados preliminares do governo norte-americano mostraram no terceiro trimestre deste ano, quando o PIB do país caiu 0,3%. Para o primeiro quarto de 2009, a previsão é de contração de 1,3%.
Recessão longa, mas não tão profunda
Apesar de aproximadamente três quartos dos analistas entrevistados pela NABE acreditarem que a recessão irá persistir além do primeiro trimestre de 2009, mais de 60% deles esperam que o problema não seja tão profundo.
A pesquisa mostra expectativas de crescimento de 0,2% no PIB dos EUA neste ano, enquanto em 2009 a expansão da economia norte-americana deve ser um pouco maior, de 0,7%. As previsões se comparam com o documento lançado em outubro, que mostrava estimativas de crescimento de 1,2% em 2008 e 2,2% em 2009.
Mesmo diante do maior pessimismo, os analistas não esperam mais um corte na taxa básica de juro do país. Conforme a pesquisa da NABE, as expectativas são de que o Fed mantenha o juro básico em 1% até o quarto trimestre de 2009, quando deve subir a taxa em 25 pontos-base.