EUA: setor de serviços desacelera, mas ainda mostra força da economia

Indicador avança pelo 54º mês consecutivo e contribui para as apostas de desaceleração suave da maior economia do planeta

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SÃO PAULO – O setor de serviços desacelerou em setembro na comparação com o mês de agosto. O número, contudo, não gera tensão nos mercados. Ainda indica um crescimento forte da economia norte-americana, avaliam os analistas.

O Institute for Supply Management (ISM) revelou nesta quarta-feira que o indicador ISM Services, que mede o setor de serviços nos EUA, registrou 54,8 pontos no último mês, ligeiramente inferior aos 55 pontos projetados pelo mercado. Em agosto, o resultado foi 55,8 pontos.

Economia em expansão

Os mercados seguem avaliando atentamente os números da economia norte-americana na busca por sinais de uma possível queda significativa na confiança do consumidor e dos empresários devido à crise do mercado de crédito.

Apesar da desaceleração, o indicador continua “acima do nível de 50 pontos indicando um expansão continuada do setor de serviços norte-americano”, avalia a consultoria norte-americana Barchart.

De fato, os números de setembro mostram que a atividade do setor de serviços avança por 54 meses consecutivos. Neste mês, oito indústrias apresentaram crescimento na atividade e cinco reportaram redução.

Mercado de trabalho em alerta

O número de postos de trabalho criados nos EUA avançou
em setembro, mas ainda mantém um patamar baixo, mostram dados do ADP Employment Report, divulgado em parceria com a entidade privada Macroeconomic Advisers nesta quarta-feira (3).

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Os dados revelam que 58.000 novos postos de empregos foram criados no setor privado do país na passagem entre o oitavo e o nono mês do ano. Os dados de agosto foram revisados para 27 mil, um recuo de 11 mil ante o número anterior.

A economista da ARKHE Corretora, Inês Pereira, avalia que o dado sinaliza que o mercado de trabalho ainda segue firme, sustentando o crescimento moderado da economia americana.

Relatório de emprego

“Bom, mas não ótimo”, diz a analista Jennifer Lee, do banco canadense BMO, sobre o indicador. “Os dados vieram dentro do esperado e sugerem que o desempenho de sexta-feira do Payroll virá abaixo dos 100 mil, assumindo que o setor público volte a contratar”, diz.

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Os cortes de empregos dos últimos dois meses do setor público já chegam a 80 mil. Em agosto, o Relatório de Emprego mostrou que a economia norte-americana perdeu 4 mil postos de trabalho, período em que a crise das hipotecas de alto risco (subprime) atingiu o seu auge.

Os números, à época, foram lidos como um fator que poderia contribuir na decisão do Banco Central norte-americano (Federal Reserve) de cortar o juro do país, o que acabou acontecendo na metade do mês passado.