EUA pretende elevar em US$ 100 bilhões sua cota em fundo de empréstimos do FMI

Presidente Obama quer reforçar a importância da instituição, estimulando a participação de outros países ainda em 2009

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SÃO PAULO – O Departamento de Tesouro dos EUA divulgou nesta segunda-feira (18) uma carta do Comitê de Bretton Woods, que inclui o apoio bipartidário de cinco ex-secretários do Tesouro e quatro ex-secretários de Estado para a aprovação do pedido de um financiamento adicional para o FMI (Fundo Monetário Internacional).

Em 2 de abril, o presidente dos EUA se comprometeu em um encontro do G-20 a aumentar os Novos Acordos de Obtenção de Empréstimo (NAB, na sigla em inglês) do FMI para cerca de US$ 500 bilhões, dos quais os Estados Unidos se comprometeram com até US$ 100 bilhões.

Segundo o comunicado, Obama está buscando no Congresso a aprovação de duas ações para fortalecer o FMI – um aumento de até US$ 100 bilhões para a participação dos EUA no NAB, e um aumento de cerca de US$ 8 bilhões na cota do país no FMI.

Servirá de exemplo

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O cumprimento deste compromisso é fundamental para alavancar significativamente a participação de outros países, restaurando a saúde da economia mundial, e preservando a prosperidade e a segurança dos Estados Unidos, disse o comunicado.

A crise econômica mundial está afetando seriamente os mercados emergentes e os países em desenvolvimento, que agora enfrentam grave declínio econômico e retiradas maciças de capitais, complementou o Tesouro.

Sem o apoio adequado do FMI, os países podem ser forçados a contrair ou deixar que suas moedas enfraqueçam drasticamente, desencadeando insolvência de instituições financeiras. Essa instabilidade financeira não só reduziria o crescimento econômico e o bem-estar desses países, mas também teria um impacto negativo nas exportações e no mercado de trabalho dos EUA.