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SÃO PAULO – Em entrevista realizada pela CNBC, o prêmio Nobel de economia Paul Krugman afirmou que é preciso uma nova rodada de estímulos econômicos para evitar o que se passou no Japão durante a década de 1990.
Segundo Krugman, indicadores apontam que o que está ocorrendo atualmente com a economia não é uma nova Grande Depressão. Porém, certas dificuldades ainda devem ser superadas e o risco de uma deterioração do cenário global não foi completamente afastado.
“A boa notícia é que isso não parece uma segunda grande depressão. Por alguns meses pareceu”, disse o economista. “No momento, o mundo como um todo lembra o Japão no início de 1990. Não uma catástrofe, mas nós não sabemos como cresceremos de verdade”.
Risco de uma nova crise
A solução, de acordo com o Nobel, seria a criação de um novo pacote de estímulos econômicos. E para aqueles que temem o risco de inflação, Krugman já ressalta: “eu acho que isso é uma herança da depressão (…) não existem sinais de inflação no horizonte”.
Em contrapartida, o professor alerta que a possibilidade da crise se aprofundar a médio prazo é alta, uma vez que a verdadeira recuperação do sistema financeiro ainda não aconteceu e talvez enfrentaremos novas turbulências no futuro para que assim estejamos “mesmo preparados para mudar as coisas”.