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SÃO PAULO – O Ibovespa terminou o mês de setembro com alta de 4,66%, aos 52.338 pontos, e manteve a trajetória mensal de alta vista desde o mês de julho (antes, no primeiro semestre, o índice havia fechado em baixa em todos os meses). O mês de outubro começou com volatilidade, com o mercado de olho no impasse entre democratas e republicanos, no Congresso dos EUA, em torno da discussão sobre o teto da dívida do país.
Neste cenário, veja abaixo o que sete corretoras esperam da bolsa para este mês:
Ativa
“As nossas perspectivas para o mês de outubro são de um cenário ainda bastante suscetível a riscos governamentais domésticos e externos. A trama envolvendo os partidos norte-americanos em relação ao teto da dívida e os remanescentes resquícios de chances do início da redução dos estímulos monetários em outubro devem desestimular os investimentos em ativos de risco. Nestas circunstâncias, seguimos indicando diversificação do portfólio, recomendando exposição em empresas sólidas, em sua maioria, líderes em seus setores de atuação”
BB Investimentos
“Para outubro, a questão fiscal dos EUA se sobressai. O Congresso norte -americano tem prazo final na noite do dia 30 de setembro para aprovar o orçamento, dado que o ano fiscal se inicia em 1º de outubro. Em caso negativo, diversas atividades governamentais poderão ser paralisadas. Também o governo local afirma que necessita da elevação do teto de sua dívida até o próximo dia 17 de outubro.
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Ademais, ainda paira sobre o mercado a possível redução dos estímulos por parte do FED, que poderá ter início em outubro ou dezembro, na visão de mercado. Atualmente, o payroll (criação de vagas na economia) tornou-se o indicador mais monitorado da economia nortee será divulgado na próxima sexta-feira, dia 4 de outubro”.
(…)
“Domesticamente, o crescimento no terceiro trimestre parece que não será tão negativo quanto o mercado vinha precificando, abrindo certo espaço para a continuidade da recuperação do mercado acionário brasileiro”
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Concórdia
O cenário e o candidato – mais para candidata! – vem consolidando a manutenção de estímulos em 2013, por parte do Banco Central Americano, o que pode estabilizar, senão elevar, o patamar do real em relação ao dólar, este é um ponto. Os leilões – de concessões – seguem em andamento, mas o apetite é o que preocupa, segundo ponto. A safra de balanços do terceiro trimestre terá início, com mix de benefícios e malefícios da depreciação da nossa moeda, terceiro ponto. Parece que outubro tem elementos para ser mais um período agitado em bolsa, regado ainda pela aprovação do orçamento norte americano, por dados menos animadores da atividade chinesa e o “X” da questão.
Entendemos que o horizonte agitado e a valorização relevante neste trimestre, abrem espaço para realização do IBOV, contudo, optamos por elevar nosso peso na carteira Valor, assim como manter maior exposição ao perfil Ibovespa, acreditando em bons números, neste início de divulgação de resultados, por boa parte das empresas que os compõe. A carteira dividendos teve seu peso reduzido.
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Gradual
“Continuamos positivos com o desempenho da bolsa brasileira até o fim do ano e acreditamos que oIbovespa possa chegar aos 60 mil pontos, mas no mês pode haver volatilidade e fechar entre -2% e 2% já que o cenário de curto prazo é incerto e o Ibovespa subiu bem nos últimos 2 meses – de 45 mil pontos em julho para 54 mil em setembro.
O mês de outubro será difícil em virtude de alguns fatores:
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(i) Impasse na aprovação do aumento do teto da dívida norte-americana pode impactar as bolsas negativamente e gerar volatilidade;
(ii) PMI da China pode subiu menos que o esperado e impactar negativamente as ações das mineradoras e siderúrgicas no mundo;
(iii) Saída do partido de Silvio Berlusconi do governo de coalizão da Itália cria mais incerteza quanto ao futuro do ajuste econômico do país e pode afetar negativamente as bolsas da Europa.
(iv) Inflação no Brasil deve refletir a alta do dólar e juros Selic para o fim do ano estão sendo revisados para cima”.
Planner
“Para o mês de outubro nossa expectativa segue conservadora. Acreditamos que a primeira metade do mês deverá ficar influenciada pelas negociações no Senado norte-americano sobre o orçamento e teto da dívida no Congresso dos EUA para 2014 e expectativa a respeito dos incentivos fiscais à economia do país.
Embora haja um sentimento de que a questão dos incentivos seja empurrada para mais à frente, os mercados de bolsa estão bastante sensíveis à possibilidade de inicio de retirada dos incentivos já em outubro. Do lado doméstico existe pouca preocupação com indicadores para este mês.
A forte recuperação do Ibovespa em setembro deixou boa parte das ações precificadas no momento, sendo mais um motivo para uma possível realização de lucros durante outubro, o que poderá ser amenizado no final do mês, quando se inicia a nova safra de divulgação de resultados do 3T13. Desta forma, seguimos com uma carteira mais conservadora, mas com empresas que se destacam pelos seus bons fundamentos e forte presença nos setores em que atuam.
SLW
“Não é porque teremos a comemoração do dia da criança que o mês de outubro será de brincadeira. A decisão do congresso dos EUA em não aumentar o teto da dívida já colocou de cara 800 mil pessoas sem trabalhar nos EUA, com o presidente Obama tendo que paralisar agências e órgãos públicos. Apesar de este filme ser repetido, somente em 1996 ocorreu a paralização da forma como estamos observando e que naquela época durou três semanas. O novo dia “D” passa a ser 18 de outubro, quando o governo tende a ficar sem caixa para honrar compromissos, inclusive salários e aposentadorias.
Se esta dificuldade política persistir poderá haver sérios impactos na recuperação da economia dos EUA, inclusive com riscos de rebaixamento de rating. Desta forma, partindo do principio de que a China conseguiu equilibrar o pouso suave, na Europa já há sinais de recuperação da zona do euro, as atenções se voltam para os EUA, que quando resolver este impasse abre espaço para uma nova recuperação do mercado acionário global. Basta agora torcer para os republicanos e democratas se utilizarem de bom sendo para o mundo melhorar de novo.
Um Investimentos
“No mês de outubro, teremos o início da temporada de balanços do 3T12 como grande driver, e também a continuação das negociações nos EUA para fechar o orçamento e o teto de dívida, que deve ser atingido durante o mês”.