EUA negociam liberar US$ 20 bi ao Irã em troca de urânio enriquecido, diz site

Plano em discussão, segundo o Axios, prevê destravar ativos iranianos congelados em troca do estoque de urânio enriquecido

Gabriel Garcia

Um homem caminha diante de um outdoor perto do centro de mídia enquanto delegações dos Estados Unidos e do Irã são esperadas para realizar conversas de paz em Islamabad, Paquistão, em 11 de abril de 2026. REUTERS/Asim Hafeez
Um homem caminha diante de um outdoor perto do centro de mídia enquanto delegações dos Estados Unidos e do Irã são esperadas para realizar conversas de paz em Islamabad, Paquistão, em 11 de abril de 2026. REUTERS/Asim Hafeez

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Os Estados Unidos e o Irã negociam um plano para encerrar a guerra que inclui a liberação de US$ 20 bilhões em fundos iranianos congelados em troca do estoque de urânio enriquecido do país. A informação é do site Axios.

A prioridade de Washington é impedir que o Irã mantenha acesso a quase 2.000 kg de urânio enriquecido em instalações subterrâneas, incluindo cerca de 450 kg com pureza de 60%.

Em fases anteriores, os EUA cogitaram destravar US$ 6 bilhões para fins humanitários, enquanto o Irã exigia US$ 27 bilhões. Agora, o número em debate é US$ 20 bilhões, segundo as fontes.

Washington chegou a propor que todo o urânio fosse enviado aos EUA; Teerã aceitou apenas diluir parte do estoque em seu território, sob monitoramento internacional. Um compromisso em discussão prevê enviar o material mais enriquecido a um terceiro país e diluir o restante no Irã.

Segundo o veículo, o presidente Donald Trump afirmou que negociadores dos dois países devem se reunir neste fim de semana, em Islamabad, para uma segunda rodada de conversas.

O Paquistão atua como mediador, com apoio de Egito e Turquia. As discussões envolvem o valor a ser liberado e o destino do material nuclear.

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O pacote faz parte de um memorando de entendimento de três páginas que inclui uma moratória “voluntária” sobre o enriquecimento de urânio. Os EUA querem 20 anos; o Irã oferece cinco.

O rascunho também prevê que o país mantenha apenas instalações nucleares acima do solo, com as unidades subterrâneas desativadas, e autoriza reatores de pesquisa para produção de isótopos médicos.

Ainda há divergências sobre o Estreito de Ormuz, e não está claro se o texto aborda mísseis balísticos e apoio iraniano a grupos armados.