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SÃO PAULO – O Federal Reserve considera alterações no programa de US$ 85 bilhões em compras mensais de ativos em março, revela a ata do último encontro do Fomc (Federal Open Market Committee), órgão semelhante ao Copom (Comitê de Política Monetária) no Brasil.
“Diversos membros enfatizaram que o comitê deve estar preparado para variar o ritmo das compras de ativos, seja em resposta a mudanças no cenário econômico ou enquanto a avaliação da eficácia e dos custos de tais compras evolua”, diz a ata.
Os membros da autoridade monetária norte-americana se mostraram divididos sobre o programa, sendo que uma das ideias consideradas inclui encerrar o programa antes que ele alcance o objetivo de uma melhora substancial no mercado de trabalho, conforme ata divulgada há pouco.
Entretanto, outros membros do Federal Reserve argumentam que terminar o programa antes do previsto pode danificar a economia.
Outras ideias sugerem que o programa pode ser reduzido ou então que o Federal Reserve troque as compras de ativos por promessas de que não venderá os ativos por um período mais longo do que o previsto atualmente.
No dia 30 de janeiro, o Federal Reserve manteve a taxa de juros entre 0% e 0,25% ao ano, até que a taxa de desemprego atinja região abaixo dos 6,5% e a inflação fique entre 1% e 2% ao ano. Eles também mantiveram o programa de compra de ativos de US$ 85 bilhões em compras mensais de ativos hipotecários e de títulos de dívida do governo.
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Na ocasião, apenas Jeffrey Lacker não havia concordado com o programa de estímulos, enquanto o documento ressaltava que a economia podia recuar neste ano, depois de ter pausado no final do último trimestre. Desta vez, a única voz dissonante do comitê foi a de Esther George.
Na última ata do Fomc, divulgada no início de janeiro, diversos integrantes do Federal Reserve sugeriam que a autoridade monetária deveria reduzir o ritmo ou parar as novas compras de ativos bem antes de dezembro deste ano.