EUA: estoques de petróleo e de gasolina avançam e barril é negociado em queda

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, no entanto, estoques de gasolina estão num patamar 5,2% menor

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SÃO PAULO – Os estoques de petróleo aumentaram na última semana nos Estados Unidos, informou o DOE (Departamento de Energia dos EUA) nesta quarta-feira (20)

As refinarias norte-americanas operaram com 87,6% de sua capacidade operacional total, abaixo dos 89,2% registrados na semana anterior.

Avaliadas com atenção pelos investidores, que temem que a produção de gasolina não esteja em um nível confortável para atender à demanda norte-americana que cresce com o verão, as reservas de gasolina ainda estão num patamar 5,2% abaixo do nível registrado no mesmo período do ano anterior.

Variação dos estoques entre as duas últimas semanas:

Em milhões de barris Semana atual Semana anterior Diferença
Óleo bruto 349.3 342.4 +2.0%
Gasolina 203.3 201.5 +0.9%
Derivados 122.7 122.6 +0.1%
Óleo para calefação 31.1 31.5 -1.3%

Comparação anual

Em milhões de barris Semana 15/06/2007 Semana 15/06/2006 Diferença
Óleo bruto 349.3 338.6 +3.2%
Gasolina 203.3 214.4 -5.2%
Derivados 122.7 126.6 -3.1%
Óleo para calefação 31.1 50.5 -38.4%

Preços em Londres e NY

Apesar da greve na Nigéria, maior produtor do óleo no continente africano, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 71,95 nesta quarta-feira, baixa de 0,50% em relação ao último fechamento.

Apesar do desempenho negativo dessa sessão, o petróleo acumula forte alta de 5,11% neste mês de junho. Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 19,64%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$
60,14 por barril em Londres.

O contrato com vencimento em julho de 2007, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 68,93 por barril, configurando uma baixa de 0,25% frente ao fechamento anterior.

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Entenda o relatório de estoques

Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira.

Como os Estados Unidos são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.