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SÃO PAULO – Um relatório formulado pelo Fundo Monetário Internacional e enviado pelo Departamento do Tesouro norte-americano nesta segunda-feira (15), indica pontos cruciais para a retomada da economia dos EUA, sinalizando que alguns rastros de recuperação já podem ser sentidos.
Alguns indicadores econômicos, divulgados recentemente, apontam para um ritmo mais lento de deterioração da atividade local, particularmente no mercado imobiliário e também no de trabalho, ambos considerados fundamentais para a recuperação e para a estabilização do sistema financeiro.
Nesse sentido, afirma o fundo, o cenário continua sendo de retomada gradual da atividade, em linha com aquele visto em crises anteriores. “A combinação de restrições financeiras e ajustes no mercado de trabalho e imobiliário devem conter o crescimento por algum tempo”, coloca o FMI.
Projeções para o PIB
Incorporando esse cenário, é esperada uma contração de 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano neste ano e uma modesta expansão de 0,25% em 2010, em uma comparação anual. Já em base trimestral, é esperada uma retração de 1,5% e de 1,25% respectivamente.
Segundo o fundo, as autoridades dos EUA atualmente enfrentam três desafios: a estabilização completa, no curto prazo, para garantir uma recuperação sustentável; desenvolver uma estratégia para desfazer as intervenções públicas massivas; resolver as questões de longo prazo trazidas pela crise.
Dinâmica de curto e longo prazo
“Enquanto que a estabilização detém a maior prioridade, essa depende de outros importantes objetivos – como, os estímulos fiscais e monetários podem ter acendido preocupações sobre a inflação e o aumento do endividamento, exercendo uma pressão para cima nas taxas de juro”, alerta o FMI.
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Sendo assim, o fundo coloca como fundamental a resolução da dinâmica que existe entre o curto e o longo prazo, em relação às medidas adotadas pelo governo norte-americano e à necessidade de desfazer o suporte extraordinário oferecido durante o aprofundamento da crise.