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SÃO PAULO – Os contratos futuros do Ibovespa com vencimento em maio chegaram a esboçar uma reação no intraday, mas seguem em queda de 0,60%, aos 84.915 pontos, às 9h36 (horário de Brasília), mesmo após a decepção com o número de vagas criadas nos EUA, revelando um enfraquecimento inesperado do mercado de trabalho e dando conforto para o Fed seguir com sua política monetária expansionista. Apesar do resultado teoricamente favorável, os mercados seguem pressionado pelo clima de guerra comercial entre China e EUA.
Foram criados 103 mil novos empregos nos EUA em março, contra estimativa de 185 mil postos de trabalho, ao passo que a taxa de desemprego ficou em 4,1%, enquanto era esperado queda para 4%. Por fim, o ganho médio por hora acelerou de 0,1% para 0,3% entre fevereiro e março, mas ficou em linha com o esperado. Com os dados em mãos, o presidente do Fed, Jerome Powell, discursa no Clube Econômico de Chicago às 14h30 e deve trazer novidades sobre o ritmo dos juros nos EUA, atualmente no intervalo entre 1,50% e 1,75%.
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“Efeito Trump” derruba o mercado
A sessão é de queda para os principais mercados internacionais, com destaque para a queda de 1% dos contratos futuros norte-americanos, reagindo aos últimos desdobramentos da crescente disputa comercial entre EUA e China. Ontem à noite, depois que os mercados acionários de Nova York haviam encerrado mais um pregão de ganhos, Donald Trump disse que está considerando impor tarifas a mais US$ 100 bilhões em produtos chineses. Nesta madrugada, o governo chinês avisou que “não hesitará em pagar qualquer preço” para defender seus interesses se os EUA adotarem novas medidas comerciais contra a China.
Segundo analistas, a última cartada de Trump deixa EUA e China mais próximos de uma “guerra comercial”, mas há quem pondere que a atitude do presidente americano pode ser apenas parte de sua tática de negociação. Contudo, o ambiente de cautela prossegue, ainda mais em meio à expectativa do mercado ao relatório de emprego dos EUA a ser divulgado nesta manhã.
Às 9h36, este era o desempenho dos principais índices:
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*S&P 500 Futuro (EUA) -1,02%
*Dow Jones Futuro (EUA) -1,12%
*DAX (Alemanha) -0,59%
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*FTSE (Reino Unido) -0,19%
*CAC-40 (França) -0,33%
*Nikkei (Japão) -0,36% (fechado)
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*Shangai (China) -0,15% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong) +1,11% (fechado)
*Petróleo WTI -0,99%, a US$ 62,91 o barril
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*Petróleo brent -0,75%, a US$ 67,83 o barril
*Bitcoin -2,61%, R$ 23.056 (confira a cotação da moeda em tempo real)
Prisão de Lula
O juiz federal Sérgio Moro determinou ontem a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Conforme a decisão, Lula terá até as 17h00 desta sexta-feira para se apresentar à Polícia Federal. A medida foi tomada após a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que negou na quarta-feira (4) habeas corpus protocolado pela defesa para mudar o entendimento firmado pela Corte em 2016, quando foi autorizada a prisão após o fim dos recursos naquela instância. Lula foi condenado a 12 anos e um mês na ação penal do tríplex do Guarujá (SP), na Operação Lava Jato.
Em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, da CBN, Lula disse que o juiz federal Sérgio Moro tomou a decisão de pedir sua prisão hoje em razão da apresentação em Brasília de um pedido feito pelo PEN ao ministro Marco Aurélio Mello, no âmbito da declaração de constitucionalidade sobre segunda instância, ao qual o ministro tinha se mostrado favorável. Ontem, o ministro disse que poderia levar para julgamento na próxima quarta-feira a liminar do PEN. Vale destacar que, para evitar a prisão, a defesa de Lula entrou com um novo pedido de habeas corpus no STJ.
Ainda em destaque, a pedido da Força-Tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo, a 5ª Vara Criminal Federal de São Paulo determinou a prisão preventiva de Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa na gestão do PSDB, além de autorizar busca e apreensão em sua residência. Os mandados foram cumpridos nesta manhã pela Polícia Federal.
Esta sexta-feira também marca o prazo final para desincompatibilização dos cargos para as próximas eleições. O ministro Henrique Meirelles disse que definiria até esta sexta-feira se sai da Fazenda para tentar viabilizar sua candidatura.
Análise política na IMTV
O programa Conexão Brasília desta sexta-feira se debruça sobre a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a determinação de prisão pelo juiz Sérgio Moro. Para comentar o assunto, estarão presentes Davi Tangerino, doutor em Direito Penal e professor da UERJ e FGV, e Paulo Gama, analista político da XP Investimentos. O programa será transmitido ao vivo, a partir das 14h45 (horário de Brasília). Veja a grade completa da IMTV clicando aqui.
Noticiário corporativo
Em destaque no radar corporativo, a BRF esclareceu que Abilio Diniz não irá renunciar ao conselho da empresa, enquanto a Eletropaulo diz que está avaliando em conjunto com seus assessores os termos e impactos da OPA apresentada pela Energisa, acrescentando que seu conselho divulgará em até 15 dias parecer prévio fundamentado. No radar de recomendações, a RD teve a recomendação reduzida de outperform para underperform pelo Credit Suisse, com o preço-alvo sendo reduzido de R$ 80 para R$ 68.
Já no InfoTrade de hoje, destaque para o Ibovespa, que mesmo com a alta registrada, precisa romper a faixa de 86 mil pontos para anular o viés de baixa de curtíssimo prazo. No “Gráfico do Dia”, destaque para a recomendação para os papéis da Itaúsa (ITSA4), cujo teste do importante suporte de curtíssimo prazo oferecerá uma boa oportunidade de compra. Veja mais clicando aqui.
O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura