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SÃO PAULO – Com tantas opções de investimento disponíveis no mercado nacional, os investidores muitas vezes se perguntam por que investir em um ETF (Exchange Traded Fund), se existem os fundos passivos convencionais? A resposta a esta pergunta pode estar no maior número de vantagens que esta modalidade traz ao investidor, do que desvantagens.
Para Paulo César Coimbra, professor da FGV (Fundação Getulio Vargas) e Fucape Business School, a maior vantagem dos ETFs é a flexibilidade e independência trazidos ao investidor. Isso porque ele pode negociar os ETFs como se fossem papéis de uma única empresa.
“Eu, particularmente, considero a possibilidade de entrar e sair da bolsa a qualquer momento uma das maiores vantagens para os investidores, sem contar que, em um momento de queda dos ativos, o investidor de ETFs estará com mais opções do que o de fundo”, disse.
Resgate
Sob o mesmo ponto de vista, o diretor de renda variável da BM&F Bovespa, Julio Ziegelmann, lembra que, se você for investir hoje em um fundo de ações, vai pegar a cota de amanhã, e nem sabe ainda qual será a cota. A mesma coisa acontece quando você sai de um fundo de ações: você pede o resgate em um dia e pega a cota de um outro dia. “Isso não acontece com os ETFs”, avaliou o executivo, apontando este processo como uma grande vantagem dos ETFs.
Baixa liquidez
Contudo, os fundos de índices não trazem apenas coisas boas. Coimbra destacou a falta de liquidez como um ponto negativo dos ETFs. “A liquidez de um ativo está associada à velocidade na qual o mesmo pode vir a ser transformado em numerário. Assim, quanto maiores forem as negociações de um determinado ativo, mais rapidamente tende a ser acatada uma ordem de venda, quando a mesma estiver muito próxima do preço cotado a mercado”, explicou.
No caso dos ETFs, boa parte da liquidez está restrita ao BOVA11, que busca reproduzir o desempenho do índice Bovespa, e do PIBB11, que tem como referência o IBrX-50.
Riscos
Cabe destacar que, ao investir em ETFs, o investidor deve estar ciente do risco em relação à possibilidade de as cotas poderem ser negociadas na bolsa com ágio ou deságio em relação ao valor patrimonial, redução significativa dos resultados dos investimentos devido aos custos. Assim, o cotista pode não conseguir fazer subscrição ou resgate de cotas no momento desejado, porque os agentes podem juntar um ou mais investidores para formar lote mínimo de cotas.
Este risco, vale destacar, é minimizado pela presença dos formadores de mercado.