ETF brasileiro EWZ ameniza baixa, mas segue em queda após escolha de Warsh para o Fed

Os mercados em geral veem Warsh como um candidato que defenderia taxas de juros mais baixas, mas muito aquém do afrouxamento mais agressivo associado a outras escolhas potenciais

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Ações em queda (Crédito: Shutterstock)
Ações em queda (Crédito: Shutterstock)

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A última sessão de janeiro promete ser de queda para o mercado brasileiro, em meio às notícias sobre a escolha de Donald Trump, presidente dos EUA, para o Federal Reserve. As notícias sugerindo que ex-diretor do banco central Kevin Warsh seria a provável escolha foram confirmadas nesta manhã, com o anúncio do presidente americano um pouco antes das 9h (horário de Brasília).

O EWZ, iShares MSCI Brazil, ETF (fundo de índice) que representa os ADRs (recibo das ações de empresas listadas na bolsa de NY) brasileiros, registrava forte queda de 1,65%, a US$ 37,49, às 7h50, antes do anúncio oficial. Os ADRs (recibo de ações negociados na Bolsa de Nova York) da Petrobras PBR (equivalente aos ativos ordinários PETR3) tinham baixa de 3,28%, a US$ 15,02, no mesmo horário. Às 9h10, após o anúncio, o EWZ tinha amenizado a baixa, mas ainda seguia queda de 0,97%, a US$ 37,75.

O fundo de índice brasileiro acompanha Wall Street: mais cedo, o futuro do S&P 500 caía 1,04%, enquanto o contrato futuro do Nasdaq 100 tinha queda de 1,31%, e o futuro do Dow Jones recuava 0,93%. Contudo, o movimento foi amenizado ao longo da manhã, com baixas de cerca entre 0,3% e 0,5% após o anúncio.

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Os mercados em geral veem Warsh como um candidato que defenderia taxas de juros mais baixas, mas muito aquém do afrouxamento mais agressivo associado a outras escolhas potenciais, incluindo Kevin Hassett, Christopher Waller e Rick Rieder. Um cenário de juros mais altos nos EUA impactaria a rotação de capital para os mercados emergentes. Quando os juros americanos ficam mais altos, os ativos denominados em dólar tornam-se mais atrativos e há uma tendência de migração de capital em direção aos Estados Unidos. 

Warsh é visto como uma figura relativamente moderada, uma das escolhas menos radicais e notavelmente mais cauteloso em relação à implementação de um forte estímulo monetário, apesar de sua preferência por taxas mais baixas.

“Ele é um ex-diretor do Fed e, embora tenha a reputação de ser um defensor de uma política monetária mais apertada… recentemente tem defendido publicamente um novo corte na taxa de juros, alinhado com o pensamento de Trump”, disse Susannah Streeter, estrategista-chefe de investimentos do Wealth Club.

“No entanto, sua experiência e atitude passadas sugerem que ele provavelmente manterá a linha se pressões inflacionárias acentuadas retornarem.”

(com Reuters)