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O dia de derrocada dos principais mercados globais, com o Nikkei desabando impressionantes 12,4%, também traz prenúncios de um começo de semana bastante negativo para o mercado brasileiro. O EWZ, iShares MSCI Brazil, ETF (fundo de índice) que representa os ADRs (recibo das ações de empresas listadas na bolsa de NY) brasileiros caíam 3,90% no pré-market da Bolsa de Nova York, a US$ 26,12 às 7h20 (horário de Brasília).
Os ADRs PBR da Petrobras, equivalentes aos ordinários (PETR3) tinham baixa de 3,31% (US$ 13,14) no mesmo horário, enquanto o PBR-A (PETR4) tinha baixa de 3,53% (US$ 12,04), em meio a uma baixa de cerca de 2% do petróleo em meio aos temores de recessão nos EUA. Além disso, mesmo com o minério subindo cerca de 2%, os ativos da Vale (VALE3) negociados em NY tinham queda de 1,90%, a US$ 9,81.
Os bancos também têm baixa, caso da queda de cerca de 4% dos ADRs do Bradesco (BBDC4) no pré-market. O banco divulgou seu resultado antes da abertura do mercado, com lucro líquido recorrente de R$ 4,716 bilhões, um resultado 4,4% maior que o do mesmo intervalo do ano passado, e 12% acima do registrado no quarto trimestre de 2023. Os ativos do Itaú (ITUB4), por sua vez, caíam cerca de 2%.
Aproveite a alta da Bolsa!
Os próximos dias serão intensos na quarta semana da temporada de balanços do segundo trimestre (2T24). Na frente de dados, investidores aguardam o índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) e Boletim Focus.
Ainda em destaque no noticiário, com a retomada dos trabalhos legislativos após o recesso, a atividade do Congresso Nacional deve ganhar impulso e as discussões da desoneração da folha de pagamento devem ser retomadas. Enquanto isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda no Chile.
Agenda
A agenda de hoje tem como destaque a divulgação do PMI de serviços do mês passado.
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8h: Antecedente de emprego de julho
8h25: Boletim Focus
10h: PMI de serviços de julho
Lula viaja ao Chile para assinatura de acordos bilaterais
Na manhã desta segunda-feira (5), Lula será recebido no Palácio de La Moneda pelo presidente chileno, Gabriel Boric. Os dois terão encontro privado, seguido de reunião ampliada – com os respectivos gabinetes -, de assinatura de atos e de declaração à imprensa.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, pelo menos 15 acordos estão prontos para serem firmados, em diversas áreas que vão da ciência e tecnologia, defesa, direitos humanos até as relações comerciais e de investimentos.
Radar Corporativo
Vale (VALE3)
A Vale (VALE3) informou na última sexta-feira (2) que não houve alteração do número de ações em circulação. Com isso, o valor final bruto dos juros sobre o capital (JCP) anunciados em 25 de julho, permanece em R$ 2,0937981421 por ação.
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Bradesco (BBDC4)
O Bradesco encerrou o segundo trimestre de 2024 com lucro líquido recorrente de R$ 4,716 bilhões, um resultado 4,4% maior que o do mesmo intervalo do ano passado, e 12% acima do registrado no quarto trimestre de 2023.
O crescimento dos resultados veio principalmente da queda das provisões contra a inadimplência. O número é fruto do controle da inadimplência, resultado de ajustes na originação de crédito e na cobrança de empréstimos. A concessão de crédito também acelerou em relação aos trimestres anteriores.
O retorno sobre o patrimônio líquido foi de 11,4%, alta de 0,3 ponto porcentual (p.p.) em um ano, e de 1,2 p.p. em um trimestre.
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A carteira de crédito do Bradesco encerrou o trimestre em R$ 912,092 bilhões, alta de 5% em um ano, e de 2,5% em relação ao trimestre anterior. O crescimento foi uniforme entre operações de pessoas físicas e jurídicas, com altas de 5% e de 5,1%, respectivamente, em um ano. A inadimplência era de 4,3%, pelo critério de atrasos acima de 90 dias, baixa de 1,4 p.p. em um ano.
(Com Estadão, Reuters e Agência Brasil)