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Pessimismo

Estudo mostra pessimismo com cenário para operações de Private Equity

Segundo especialistas, modalidade enfrenta dificuldade para captação e realização de negócios neste ano, diz estudo

SÃO PAULO – O panorama global para fundos de Private Equity tem enfrentado dificuldades para captar recursos e realizar negócios, segundo aponta estudo elaborado pela Grant Thornton, chamado Global Private Equity 2012, publicado nesta terça-feira (25). O resultado da pesquisa é uma compilação de entrevistas com 143 executivos seniores do segmento.

Para cerca de três quartos (72%) dos entrevistados, as expectativas com captação são negativas ou muito negativas. No ano passado, a quantidade de cautelosos cai para 46%. “Tradicionais aplicadores em Fundos de PE tem adotado uma postura mais conservadora na alocação dos seus recursos, abrindo mão de uma maior expectativa de rentabilidade, preferindo uma aplicação mais segura”, explica Paulo Sérgio Dortas, sócio diretor da Grant Thornton Brasil.

Brics têm maior queda em captação
De acordo com o estudo, os Brics (grupo de países formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) registraram o maior declínio com relação ao otimismo referente às captações, com 78% dos consultados dizendo que o cenário para captação é negativo ou muito negativo. Em 2011, o número era de 39%.

Os setores de consumo, saúde, serviços financeiros, manufatura e indústria estão no foco dos fundos globais, conforme diz o relato. Em relação ao Brasil, os setores preferidos são focados no mercado doméstico, como varejo, saúde e educação.

Saída de capital
Os compradores estratégicos são apontados como a principal rota de saída do segmento (55%). Para 52% dos fundos pesquisados, a maior parte dos negócios promovidos pelos compradores estratégicos no curto prazo deverá ser para estrangeiros ante 28% que esperam realizar transações com companhias nacionais.

Os IPOs (Ofertas Públicas Iniciais, na sigla em inglês) estão perdendo destaque na preferência, enquanto somente 7% dos fundos consideram o mercado de ações como opção.Países dos Brics e do Oriente Médio e região norte da África estão entre os que mais acreditam que os IPOs sejam substituídos por “Ofertas Secundárias”.

“A Oferta Secundária exige um mercado com a cadeia de private equity mais madura. Aqui no Brasil, tivemos por enquanto apenas um caso, mas a tendência é que isso cresça no longo prazo, acompanhando o desenvolvimento da indústria. O mercado de ações é muito importante, porém teve um desaquecimento significativo nesse ano, o que impulsionou a venda para estratégicos”, comenta Dortas.

Metodologia:
O estudo consultou, durante o período de junho até setembro deste ano, 143 dos principais executivos globais de fundos de Private Equity para apurar a visão das oportunidades e desafios dentro da indústria de Private Equity. Segundo a Grant Thornton, as entrevistas incluíram perguntas quantitativas e qualitativas.