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SÃO PAULO – A participação das mulheres entre os pequenos empresários tem aumentado nos últimos anos. Uma pesquisa realizada pela americana Marguerite Berger, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), revela que o preconceito enfrentado pelas mulheres no mercado de trabalho levou muitas delas a optar pela abertura do próprio negócio.
Próprio negócio
Os dados da pesquisa levaram em consideração a participação e as perspectivas das mulheres no mercado de trabalho em empresas da América Latina. Assim, nas grandes e médias companhias a participação feminina em níveis hierárquicos ficou em 25%, já nas pequenas e microempresas este percentual é maior, de 30%. Finalmente, a participação das mulheres com negócio próprio é igual à dos homens, com 50% para cada um.
A pesquisa revelou ainda que a maior parte destas mulheres empreendedoras opta pelo ramo de atividade de serviços ou comércio para tocarem seus negócios. O motivo é bastante simples, apesar se serem empresárias dedicadas, as mulheres ainda assumem o papel de mãe e dona-de-casa, de forma que abrir um negócio que possibilite ficar mais tempo em caso é certamente o mais cômodo para elas.
Brasileira é mais instruída
Na média dos países latino-americanos, cerca de 30% e 40% das empresas de qualquer porte são comandadas por mulheres. Em El Salvador, por exemplo, cerca de 48% das empresas são comandadas por mulheres, o país campeão na América Latina, seguido pela Guatemala, com 45% das empresas sendo chefiadas pelo sexo frágil.
Já no Brasil a participação das mulheres no mercado de trabalho é mais significativa entre as assalariadas, de forma que 40% trabalham em grandes empresas, enquanto um número menor, de 25%, possui o próprio negócio. Acontece que em relação aos outros países envolvidos na pesquisa, o Brasil possui uma taxa educacional maior, o que não acontece com países mais pobres, em que a as mulheres menos instruídas acabam optando por atividades alternativas, muitas vezes montando o próprio negócio no fundo do quintal.
Entretanto, apesar do maior grau de instrução, as mulheres brasileiras ainda sofrem muito preconceito no mercado de trabalho, prova isto é que boa parte delas, apesar de ter cargos importantes, não consegue chegar ao posto de chefia. Desta forma, partem para o empreendorismo em busca de novas oportunidades, ao contrário dos outros países, onde as mulheres acabam abrindo o próprio negócio por questão de sobrevivência.