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SÃO PAULO – Os jovens ingressam no mercado de trabalho cada vez mais cedo, tanto que não é de espantar que estudantes que ainda cursam o ensino médio já estejam trabalhando para criar a sua independência e, em muitos casos, ajudar a família.
Esta, portanto, seria uma das justificativas para o desempenho insatisfatório dos estudantes do terceiro ano do ensino médio em relação ao aprendizado de disciplinas elementares como matemática e língua portuguesa, conforme foi constatado pelo Saeb 2001 (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica). Para maiores detalhes sobre o desempenho dos jovens, clique aqui.
De acordo com a pesquisa, entre os jovens que se encontravam neste nível de escolaridade, 35% afirmaram que tinham algum tipo de atividade profissional que tentavam levar junto com a escola. Estes estão em estágio crítico em língua portuguesa, enquanto os que não trabalham têm desempenho no estágio intermediário.
Escolaridade dos pais e diferenças sociais
A escolaridade dos pais destes alunos seria outro fator que influenciaria em seu desempenho escolar. Entre as mães dos jovens que não se saem bem na escola, 7% nunca estudaram, 45% cursaram o ensino fundamental completo e 27% concluíram o ensino médio. Os dados referentes aos pais são bastante parecidos: 8%, 43% e 23%, respectivamente.
O fator socioeconômico também foi considerado ao se analisar o melhor e o pior desempenho dos jovens alunos prestes a ingressarem em uma universidade. Neste sentido, pelo levantamento do Saeb, 96% dos estudantes em estágio muito crítico de aprendizagem estavam em escolas públicas, sendo que a taxa de atraso escolar entre eles era de 84%. Por outro lado, 76% estudavam em escolas particulares e tinham desempenho regular na escola. Apenas 16% destes estavam fora da idade correta para a série cursada.