Estrangeiros voltam ao mercado neste pregão e dados nos EUA se destacam

País volta de feriado nacional de segunda-feira; na Europa, novos sinais negativos da Espanha voltam a preocupar os mercados

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SÃO PAULO – Os mercados internacionais iniciam o pregão desta terça-feira (29) sem grandes movimentaçoes, em um dia no qual os investidores norte-americanos voltam ao papel central. Na véspera, as bolsas nos EUA estiveram fechadas por conta de um feriado nacional, o que levou o volume financeiro negociado na BM&FBovespa a valores muito baixos, de apenas R$ 3,14 bilhões. A média diário no ano é mais que o dobro, aos R$ 7,23 bilhões.

“Nós temos um calendário relativamente light nessa terça-feira, então o mercado provavelmente vai continuar a ser direcionado pelo possível fluxo de notícias sobre a Grécia e Espanha e o sentimento de risco geral”, escreve em relatório o analista-chefe do Danske Research, Jens Peter Sørensen.

Entre os indicadores, o destaque fica por conta de alguns indicadores norte-americanos, como o Case-Shiller 20 e o Consumer Confidence. O primeiro mede o preço dos imóveis por uma média móvel trimestral e, o segundo, a confiança dos consumidores. Por lá, a última sessão, na sexta-feira, foi de queda, mas os contratos futuros indicam uma abertura positiva nesta terça-feira.

Enquanto isso, os mercados europeus apresentam comportamento divergente. Enqanto Espanha e Itália osbervam quedas, os principais índices para as bolsas de Frankfurt, Londres e Paris marcam trajetória positiva.

Espanha em retração
Contudo, o cenário europeu continua no centro das atenções, com a forte retração nas vendas no varejo da Espanha em foco nesta manhã. Na comparação anual, as vendas no setor despencaram 9,8% em abril, um recorde desde 2003.

Tal fato se soma a recentes sinais negativos do país, como a recessão que o país enfrenta, o salto no rendimento dos títulos públicos no mercado secundário – o que pode tornar mais caro rolar a dívida – e a recapitalização do Bankia, com uma injeção de 19 bilhões de euros na instituição.

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Por falar nisso, o primeiro-ministro Mariano Rajoy voltou a insistir na última noite que o país não precisa de ajuda internacional para resgatar os bancos espanhóis. O político alertou que nenhum governo regional e nenhum banco cairá e, se isso acontecer, é porque o país todo quebrou.

Enquanto isso, o clima na Itália não é muito diferente. Em meio a mais um terremoto no país nesta manhã, o tesouro italiano viu o custo para se financiar aumentar mais uma vez em um leilão de curto prazo. Na emissão de papéis com prazo de dois anos, que gerou uma captação de 8,5 bilhões de euros, o rendimento pago atingiu o maior valor desde dezembro do ano passado, aos 2,10%.

Copom inicia discussões
Por aqui, a agenda de indicadores é bastante leve, com destaque apenas para o primeiro dia de reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). A decisão final sai apenas ao final da tarde de quarta-feira, quando diversos economistas projetam um corte adicional de 50 pontos-base na taxa Selic, para 8,50% ao ano.