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SÃO PAULO – O Departamento de Comércio dos EUA divulgou há pouco o nível de vendas e estoques das empresas norte-americanas, referente ao mês de abril. Foi anunciado que os estoques caíram pelo décimo quinto mês consecutivo, atingindo seu nível mais baixo desde outubro de 1999 e ficando em linha com as estimativas dos analistas. Já as vendas registraram aumento de 1,8% em abril, frente ao crescimento de 0,4% do mês anterior.
Estoques seguem em queda
Em abril, os estoques das empresas norte-americanas registraram queda de 0,2% em relação ao mês anterior, trazendo o valor para US$ 1,114 trilhão. Em março, a variação revisada do nível de estoques ficou em 0,4%.
A queda nos estoques dos atacadistas pode indicar que as fábricas passaram a produzir menos, em virtude do temor da recessão, o que limitou a quantidade de mercadorias disponíveis no mercado.
Segmentos mostram tendências distintas
Ao decompor as respectivas taxas com relação ao segmento de fábricas e de varejo, pode-se evidenciar tendências distintas. Enquanto os estoques das montadoras cresceram 0,4% e as vendas do segmento acumularam alta de 1,5%, os estoques das varejistas subiram 0,1%, seguidas por um aumento de 1,3% nas vendas.
Diante desta tendência, a taxa de estoques/vendas, que mede quanto tempo se leva para esgotar os estoques de mercadorias, ficou em baixa recorde de 1,35. Segundo o departamento, menos mercadorias nas mãos dos consumidores sugerem aumento na produção nos próximos meses.
Entenda o índice
O Departamento de Comércio mostra, todos os meses, na metade do mês, o nível de vendas e estoques das empresas norte-americanas. Esse índice leva em consideração tanto o setor industrial como os setores de atacado e varejo.
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Uma queda dos estoques acompanhada de aumento das vendas sugere recuperação econômica e é bem vista pelo mercado, enquanto queda nos estoques sem aumento de vendas pode indicar apenas uma redução na taxa de reposição dos estoques por parte das empresas.