Estoques de petróleo têm nova queda nos EUA, e barril é negociado em alta

Declínio das reservas de gasolina decepcionou projeções; refinarias operaram com 91,3% de sua capacidade operacional total

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SÃO PAULO – O nível dos estoques de petróleo teve nova queda na última semana nos Estados Unidos, informou o DOE (Departamento de Energia dos EUA) nesta quarta-feira (8).

O relatório semanal norte-americano demonstrou uma queda de 4 milhões de barris nos estoques da commodity. Porém, o que mais surpreendeu o mercado foi o declínio de 1,72 milhões de barris nos estoques de gasolina. Os analistas esperavam um crescimento de 775 mil barris do combustível.

Ainda segundo Washington, as refinarias operaram com 91,3% de sua capacidade operacional total, abaixo dos 93,6% registrados na semana anterior.

Variação semanal

Em milhões de barris Semana até 3/8/2007 Semana até 27/7/2007 Diferença
Óleo bruto 340,4 344,5 -1,2%
Gasolina 203,0 204,7 -0,8%
Derivados 127,5 126,5 +0,8%
Óleo para calefação 37,4 35,5 +5,4%

Variação anual

Em milhões de barris Semana até 3/8/2007 Semana até 3/8/2006 Diferença
Óleo bruto 340,4 331,1 +2,8%
Gasolina 203,0 210,1 -3,4%
Derivados 127,5 139,2 -8,4%
Óleo para calefação 37,4 58,4 -36%

Preços em Londres e NY

Com investidores realizando lucros, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 71,14
nesta quarta-feira, baixa de 0,92% em relação ao último fechamento.

Com o desempenho negativo dessa sessão, o petróleo acumula forte baixa de 8,58% neste mês de agosto.

Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 18,29%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
60,14 por barril em Londres.

O contrato com vencimento em setembro de 207, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 73,04 por barril, configurando uma alta de 0,86% frente ao fechamento anterior.

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Entenda o relatório de estoques

Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira.

Como os Estados Unidos são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.