Estoques de petróleo têm nova queda nos EUA e barril é negociado em alta

Declínio das reservas de gasolina ficou acima do esperado; refinarias operaram com 91,8% da capacidade operacional total

Publicidade

SÃO PAULO – O nível dos estoques de petróleo teve nova queda na última semana nos Estados Unidos, informou o DOE (Departamento de Energia dos EUA) nesta quarta-feira (15).

O relatório semanal norte-americano demonstrou um recuo de 5,2 milhões de barris nos estoques da commodity, bem acima das expectativas do mercado, que giravam em torno de uma redução de 2,5 milhões de barris.

Ainda segundo Washington, as refinarias operaram com 91,8% de sua capacidade operacional total, acima dos 91,3% registrados na semana anterior.

Variação semanal

Em milhões de barris Semana até 10/8/2007 Semana até 3/8/2007 Diferença
Óleo bruto 335,2 340,4 -1,5%
Gasolina 201,9 203,0 -0,5%
Derivados 127,7 127,5 +0,2%
Óleo para calefação 38,3 37,4 +2,4%

Variação anual

Em milhões de barris Semana até 10/8/2007 Semana até 10/8/2006 Diferença
Óleo bruto 335,2 331,1 +1,2%
Gasolina 201,9 210,0 -3,9%
Derivados 127,7 140,5 -9,1%
Óleo para calefação 38,3 58,8 -34,9%

Preços em Londres e NY

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 70,79
nesta quarta-feira, alta de 0,88% em relação ao último fechamento.

Apesar do desempenho positivo dessa sessão, o petróleo acumula forte baixa de 9,03% neste mês de agosto.

Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 17,71%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
60,14 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em setembro de 2007, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 73,11 por barril, configurando uma alta de 0,49% frente ao fechamento anterior.

Entenda o relatório de estoques

Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira.

Continua depois da publicidade

Como os Estados Unidos são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.