Estoques de petróleo têm leve avanço nos EUA e preço do barril recua em Nova York

Mesmo com o aumento da capacidade de produção das refinarias, estoque da commodity registrou crescimento

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SÃO PAULO – Apesar do crescimento do uso da capacidade das refinarias, os estoques de petróleo registraram um leve crescimento na última semana nos EUA.

As refinarias operaram com 88,3% de sua capacidade operacional total, acima dos 87,8% registrados na semana anterior.

Os dados foram divulgados pelo DOE (Departamento de Energia dos EUA) nesta quarta-feira (2). O documento toma como base a semana terminada no dia 27 de abril.

Variação dos estoques entre as duas últimas semanas

Em milhões de barris Semana atual Semana anterior Diferença
Óleo bruto 335.6 334.5 +0,3%
Gasolina 193.1 194.2 -0,6%
Derivados 117.1 117.3 -0,2%
Óleo para calefação 34.8 35.7 -2,5%

Comparação anual

Em milhões de barris Semana 27/04/2007 Semana 27/04/2006 Diferença
Óleo bruto 335.6 346.9 -3,3%
Gasolina 193.1 207.7 -7,0%
Derivados 117.1 116.4 +0,6%
Óleo para calefação 34.8 44.8 -22.3%

Preços em Londres e NY

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 65,64
nesta quarta-feira, baixa de 0,90% em relação ao último fechamento.

Com o desempenho negativo dessa sessão, o petróleo acumula baixa de 2,02% neste mês de maio.

Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 9,15%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
60,14 por barril em Londres.

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O contrato com vencimento em junho de 2007, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 64,13 por barril, configurando uma baixa de 0,42% frente ao fechamento anterior.

Entenda o relatório de estoques

Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira.

Como os Estados Unidos são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

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Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.