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SÃO PAULO – Os estoques de petróleo dos EUA registraram um forte recuo de 6,3 milhões de barris frente à última semana. Já as reservas de destilados avançaram na passagem semanal, em 1,2 milhão de barris.
As reservas de gasolina avançaram em 1 milhão de barris, e, no mesmo sentido, o nível dos estoques de óleo para calefação, quando comparados à última semana, aumentou em 700 mil barris. A taxa de utilização da capacidade das refinarias apresentou um forte avanço, passando de 89,1% para 90,7%.
Os dados foram divulgados pelo DOE (Departamento de Energia dos EUA) nesta quarta-feira (20), em seu relatório sobre a variação semanal dos estoques norte-americanos de petróleo e derivados. O documento toma como base a semana terminada no dia 15 de dezembro.
Variação entre as duas últimas semanas
| Em milhões de barris | Semana atual | Semana anterior | Diferença |
| Óleo bruto | 329.1 | 335.4 | -1,9% |
| Gasolina | 200.9 | 199.9 | 0,5% |
| Derivados | 133.1 | 131.9 | 0,9% |
| Óleo para calefação | 57.6 | 56.9 | 1.2% |
Comparação anual
| Em milhões de barris | Semana 15/12/2006 | Semana 15/12/2005 | Diferença |
| Óleo bruto | 329.1 | 323.0 | 1.9% |
| Gasolina | 200.9 | 206.6 | -2.8% |
| Derivados | 133.1 | 134.7 | -1.2% |
| Óleo para calefação | 57.6 | 58.5 | -1.5% |
Cotação em leve alta em Londres e Nova York
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 62,21
nesta quarta-feira, leve alta de 0,05% em relação ao último fechamento.
Apesar do desempenho positivo
dessa sessão, o petróleo acumula forte baixa de 3,43% neste mês de dezembro.
Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 5,48%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
58,98 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em fevereiro de 2007, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 63,60 por barril, configurando uma alta de 0,22% frente ao fechamento anterior.
Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira.
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Como os Estados Unidos são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.
Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.